— Isso quer dizer que Júlia desistiu de vender a fazenda? — Armando quis saber.
— Não sei. Já tentei conversar com ela sobre esse assunto, mas minha mãe sempre escapa. Já lhe disse a minha opinião a respeito disso, mas ela acha que nunca vou conseguir um marido morando aqui neste fim de mundo. — E deu de ombros. — Roberto foi visitá-la hoje, e os dois ficaram conversando no escritório por mais de uma hora. Ele é o único capaz de fazê-la mudar de ideia.
— Bem, caso não consiga fazê-la mudar de ideia quanto á venda, pelo menos pode convencê-la a vender para nós, em vez de Dora. Aliás, a fazenda fazia parte da propriedade original dos Mendoza, mas papai acabou amolecando e vendeu aquela parte para Hermes. Acho bastante justo que Júlia nos dê a preferência.
— Pois espero que ela não venda as terras para ninguém. Não conseguiria viver em nenhum outro lugar.
— Nem eu. Detestaria ver nossas terras nas mãos de estranhos.
Beatriz estudou-lhe a fisionomia, por algum tempo e comentou:
— Você fala como se reprovasse o fato de Roberto ter vendido uma parte para Hermes. Pois saiba que essa parte das terras não lhe pertence mais, Armando.
Como Armando não respondesse, Beatriz prosseguiu:
— Talvez, se nada disso tivesse acontecido, eu jamais tivesse vindo morar aqui para azucriná-lo, não é?
Armando olhou-a, assustado.
— Não seja ridícula.
— Eu não sou ridícula.
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