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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Melhores ami­gos que alguém poderia ter


Armando partiu com a promessa de que voltaria para buscá-la para o jantar. Porém, minutos depois, telefonou-lhe desculpando-se por não poder ir; um de seus touros premiados ficara preso numa cerca de arame farpado e precisara levar alguns pontos. Beatriz o tranqüilizou e disse para não se preocupar com ela.

Quando Beatriz e a mãe chegavam à Fazenda Mendoza, na belíssima limusine de Júlia, dois homens se aproximaram e abriram-lhe a porta. A princípio, as duas não perceberam que se tratava de Mário e Roberto. Este, muito falante, havia aberto a porta para Júlia e disse:

— Bem-vinda a esta casa, minha querida. — E ajudou-a a descer.

Beatriz assistiu à cena com certo espanto. Afinal, espera­va que as boas-vindas fossem para ela, mas Roberto agia como se Júlia fosse a noiva.

Mário, por sua vez, abriu-lhe a porta e, olhando para o ca­sal, deu de ombros, sem entender tampouco o que se passava:

— Você está linda, Beatriz — disse, estendendo-lhe a mão. — Recebi instruções de seu noivo para acompanhá-la até a sala e em nome dele servir-lhe um copo de vinho. Nada além isso. Ele acabou de chegar e foi tomar um banho. Aposto que vai voltar em menos de cinco minutos; algo me diz que Armando não confia muito em mim. — E, sorrindo, beijou-lhe o rosto com carinho. — Parabéns, querida, fico muito feliz por vocês dois.

Nem bem elas haviam sido servidas, Armando desceu correndo a escada, com os cabelos ainda molhados do banho. Sem se im­portar com os demais presentes, rumou direto para Beatriz e, aproximando-se, a fez levantar-se:

— Você está linda — murmurou, beijando-lhe as mãos.

— Como é que você sabe? — ela brincou. — Aposto que não reparou nem na cor do meu vestido.

— Não importa. O interior é o que conta.

Mário aproximou-se por trás e deu-lhe um tapinha nas costas:

— Ei, pombinhos, agora já chega! — Depois de entregar um copo de vinho para o noivo, sugeriu: — Como seu padrinho, sugiro que façamos um brinde.

— Quem disse que você vai ser o padrinho? — Armando brin­cou. — Não me lembro de ter feito o convite.

— Ora, isso não depende de convite. É fato consumado.

— Puxa, por esta eu não esperava!

— Senhoras e senhores — disse Mário, chamando a aten­ção dos presentes. — Façamos um brinde aos dois melhores ami­gos que alguém poderia ter: Beatriz Pinzón e seu noivo Don Armando Mendoza. Que vivam felizes por muitos e muitos anos.

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