Protegendo Beatriz com o próprio corpo, até que ela se recompusesse, ele concordou, submisso:
— Sim, senhora.
— Estou falando sério! Espere só até seu pai ficar sabendo. Ele não vai... O que foi que disse?
Armando sorriu, satisfeito:
— Disse que sim, senhora.
— Sim o quê?
— Sim, eu vou me casar com Beatriz. Isto é, se ela aceitar o meu pedido. Aliás, com ela é que a senhora devia estar
brava; fiz um pedido formal de casamento e, em vez de me responder, Betty começou a me beijar. O que eu podia fazer? Resistência tem limite. Júlia levou uma das mãos ao peito e deixou-se afundar na cadeira:
— Oh, não posso acreditar!
— Sei que é difícil, mas o que acabo de dizer é a mais pura verdade. Ela brinca comigo e quer a todo custo fazer-me perder a inocência...
— Ora, Armando, pare com essa brincadeira. Mamãe vai ficar preocupada — Betty o censurou, dando-lhe um beliscão à altura das costelas. — Agora diga a verdade.
— Já disse — ele repetiu, beijando-a. — Você ainda não me deu uma resposta, e isso é o mínimo que se pode esperar de uma garota educada.
Esquecendo-se de Júlia e do resto do mundo, Betty segurou-lhe o rosto entre as mãos e, olhando-o bem fixamente nos olhos, declarou de coração:
— Don Armando Mendoza, eu o aceito como meu legitimo esposo até que a morte nos separe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário