Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sim, senhora

— Don Armando Mendoza! — Júlia exclamou, desfazendo a ma­gia do momento com sua voz aguda. — Agora já é demais, e não me venha com aquelas suas histórias. Já estou farta de vê-lo brincar com os sentimentos de minha filha, para não dizer outra coisa. É muita coragem sua ficar seminu dentro da mi­nha casa! Pois você me surpreende, Armando; pensei que fosse um homem honrado, digno. Desta vez passou dos limites! Exijo que se case com Beatriz.

Protegendo Beatriz com o próprio corpo, até que ela se recompusesse, ele concordou, submisso:

— Sim, senhora.

— Estou falando sério! Espere só até seu pai ficar sabendo. Ele não vai... O que foi que disse?

Armando sorriu, satisfeito:

— Disse que sim, senhora.

— Sim o quê?

— Sim, eu vou me casar com Beatriz. Isto é, se ela acei­tar o meu pedido. Aliás, com ela é que a senhora devia estar brava; fiz um pedido formal de casamento e, em vez de me responder, Betty começou a me beijar. O que eu podia fazer? Resistência tem limite.

Júlia levou uma das mãos ao peito e deixou-se afundar na cadeira:

— Oh, não posso acreditar!

— Sei que é difícil, mas o que acabo de dizer é a mais pura verdade. Ela brinca comigo e quer a todo custo fazer-me per­der a inocência...

— Ora, Armando, pare com essa brincadeira. Mamãe vai ficar preocupada — Betty o censurou, dando-lhe um beliscão à altura das costelas. — Agora diga a verdade.

— Já disse — ele repetiu, beijando-a. — Você ainda não me deu uma resposta, e isso é o mínimo que se pode esperar de uma garota educada.

Esquecendo-se de Júlia e do resto do mundo, Betty segurou-lhe o rosto entre as mãos e, olhando-o bem fixamente nos olhos, declarou de coração:

— Don Armando Mendoza, eu o aceito como meu legitimo esposo até que a morte nos separe.

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