Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

sábado, 7 de junho de 2014

Disfarçar como pôde

Ele a fez erguer o rosto e percebeu que seus óculos prediletos estavam molhados. Com muito carinho, enxugou-lhe o rosto, beijou-lhe a testa e disse:

— E então? Está melhor?

Vê-la chorar partia-lhe o coração. Beatriz nunca fora de chorar com facilidade, nem quando criança.

— Que droga! Não precisa ser bonzinho comigo — ela revidou, num tom decisivo. — Não gosto disso, fico totalmente sem ação. Prefiro quando me rejeita; já estou acostumada às suas grosserias.

Armando afastou-se um pouco e a fitou para se certificar de que ela falava sério. E, de fato, a fisionomia não era de quem brincava.

— De que você está falando? Nunca a rejeitei nem fui grosseiro com você.

Beatriz afastou-se dele e sentou-se.

— Mas é esta a impressão que tenho tido ultimamente.

— Neste caso, acho que está havendo um engano da sua parte, porque nunca quis lhe dar essa impressão.

— Ah, é? E o que me diz, então, da noite passada? Primeiro, você começou a me beijar como se eu fosse a garota mais importante do mundo; de repente, quando Roberto e mamãe chegaram, começou a me tratar como se eu tivesse uma doença contagiosa. Como acha que me senti?

Caindo em si, Armando sentiu-se envergonhado. Na hora, ficara tão surpreso com a chegada dos dois que nem sequer pensara na impressão que sua atitude causaria em Beatriz.

— Olhe, Betty, sinto muito não ter levado em conta seus sentimentos naquele momento, mas não tive intenção de magoá-la. Acredite em mim. É que as pessoas parecem não entender que ainda não me sinto preparado para o casamento.

— Eu particularmente acho que você já deixou mais do que claro seu ponto de vista — ela respondeu, erguendo as sobrancelhas. — Aliás, nunca o vi defender algo com tanto entusiasmo.

Calado, Armando tirou o chapéu, colocou-o no chão a seu lado e correu os dedos pelos cabelos. Geralmente Beatriz nunca o provocava ou o colocava em situação difícil, mas nos últimos tempos vivia lhe fazendo perguntas e acusações difíceis de responder. Principalmente agora que se transformara numa garota tão sexy.

Na pressa de abotoar de novo a camisa, ela se esquecera de um botão, à altura do peito, que deixava entrever as curvas sua­ves de seus seios fartos. Beatriz definitivamente não tinha mais nada de criança.

Excitado, Armando engoliu em seco e procurou disfarçar como pôde:

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