Gostei deste livro (Sabrina 587), e, numa brincadeira (só para ver como fica!), tomei o atrevimento de... substituir os nomes dos personagens. Assim, quero apresentar aos fãs de Betty e Armando... um mundo de "ROMANCES" que... fizeram parte da formação de tantas gerações! (E... que bom seria saber que ele... está fazendo parte da sua !!!)
Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!
Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Armando a devorava com o olhar
— Puxa, claro que aceito! Obrigado.
Na cozinha, Armando sentou-se à mesa e ficou observando-a apanhar duas xícaras no armário. Seus quadris moviam-se de modo sensual sob o robe apertado, que se amoldava com perfeição à curva dos seios. Mal podia conter o desejo de puxá-la para si e beijá-la, mas sabia que seria mais prudente fazer o pedido primeiro.
— Não sabia de que modo você ia me receber. Estava um bocado brava comigo da última vez que nos vimos — comentou, pondo o chapéu em cima da mesa.
Percebendo que Armando a devorava com o olhar, Beatriz sentiu o desejo crescer em seu íntimo, apesar da disposição de tratá-lo com a máxima indiferença possível. No entanto, não havia como ignorar a proximidade de um homem tão sensual quanto Armando. Só não conseguia entender o que ele viera fazer em sua casa àquela hora da manhã, vestido de modo tão elegante. Como também não entendia aquele brilho intenso nos olhos dele; era como se a visse pela primeira vez. Talvez fosse melhor subir e trocar de roupa.
Depois de servir as xícaras, pediu licença para subir e vestir outra roupa.
— Não! — ele exclamou, mais do que depressa. — Gosto do modo como está vestida... Isto é, não precisa se incomodar por minha causa.
— Está bem — ela concordou, sentando-se do outro lado da mesa. — Quer comer alguma coisa?
— O quê? Ah, não, não! Obrigado — respondeu, percebendo que ela estava ansiosa para saber do que se tratava.
Nervoso, abriu um botão da camisa, já arrependido de ter posto uma camisa nova, e engoliu em seco.
— Bem... você deve estar curiosa para saber o que eu vim fazer aqui.
Mesmo morta de curiosidade, ela disfarçou, após tomar um gole de café:
— Nem tanto. Você nunca precisou de um motivo especial para vir à minha casa.
Mas Armando não se deixou abater pela aparente falta de interesse que ela demonstrava.
— Ah, mas isso era antes! Sabe como é, você disse que não queria mais me ver, me pediu que sumisse da sua frente e a deixasse em paz.
Satisfeita, Beatriz sorriu por trás da xícara.
— Eu já lhe disse isso outras vezes, e você nunca deixou de vir aqui. O que foi desta vez?
— Você ainda está chateada comigo?
— Não; já passou. Mas reconheça que passou dos limites, Armando. Estou farta de ser tratada como criança. Uma hora você me agrada, me beija, na outra me despreza. Podemos ser bons amigos, desde que me trate com respeito.
Agitado, ele se levantou e começou a andar de um lado para o outro.
— Mas quero muito mais do que a sua amizade — disse, virando a cabeça para ver como ela reagia diante de suas palavras. Só que o pescoço doeu-lhe, e ele soltou um gemido.
— O que foi? Machucou o pescoço? — ela quis saber, sinceramente preocupada.
— Não foi nada. Deve ter sido uma distensão.
— Venha cá! — Ela puxou-o pelo braço, até fazê-lo sentar-se numa cadeira perto da janela. — Desabotoe mais um botão da camisa que eu lhe faço uma massagem.
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