Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Embora sua intenção fosse beijá-la com ardor

Esticando o braço, ele pegou uma mecha dos cabelos de Beatriz e enrolou-a várias vezes no dedo, com um sorriso que a fez sentir-se nas nuvens.

— Então, você não tem interesse nenhum em mim, não é? — perguntou, indagando-se por que voltava a tocar no assunto.

Devia mudar o rumo da conversa para evitar outra discus­são, mas algo na declaração dela o irritara.

— Não foi isso que eu disse, Armando. Somos amigos há muito tempo, e é claro que me interesso por você. Sempre vou me im­portar e me preocupar com seu bem-estar.

Todo o cuidado era pouco para não pôr tudo a perder. Não podia espantá-lo, revelando-lhe o maior sonho que tinha.

— Mas não é um interesse romântico — ele insistiu.

— Ah, não sei... — afirmou, sorrindo, lançando-lhe um olhar lânguido por entre os cílios muito longos. — Você sabe beijar bem e, se tenho melhorado, é graças aos seus ensinamentos. Te­nho certeza de que meu marido, um dia, vai lhe agradecer. Talvez queira até lhe agradecer pessoalmente.

Armando sabia que aquilo era pura provocação; mesmo assim, ficou furioso. Por que ela ficava toda hora falando num possí­vel futuro marido?

— Neste caso, acho melhor prosseguir com o curso — disse e, segurando-a pelo ombro, deitou-a de novo sobre o cobertor. Com o torso inclinado sobre o dela, prendeu-lhe os braços aci­ma da cabeça e, por um bom tempo, limitou-se a fitá-la de mo­do intenso e significativo. — Ah, Betty, você parte meu coração.

E, embora sua intenção fosse beijá-la com ardor, castigando-a por tê-lo provocado além dos limites, quando seus lábios toca­ram os dela, beijou-a com imensa ternura. E, ao perceber que Beatriz reagiu com avidez, pôs a cautela de lado e a beijou apaixonadamente.

Beatriz suspirou diante da avidez daquele beijo, e Armando aproveitou a oportunidade para introduzir-lhe a língua na bo­ca. A princípio, ela se retraiu, mas em seguida descontraiu-se e desfrutou daquele beijo intenso.

Louca de desejo, sentiu quando Armando afastou-se ligeiramen­te para deslizar os lábios pela pele macia de seu rosto e pesco­ço. Então percebeu que as mãos dele lutavam contra os botões de sua blusa e remexeu-se, tentando sair daquela posição. Não porque quisesse que ele parasse de acariciá-la, mas porque pre­tendia também tocar-lhe o peito largo e peludo.

Armando, então, pôs uma das pernas sobre as dela procurando imobilizá-la. Não podia deixá-la escapar. Não agora!

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