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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Como seria viver sem Beatriz por perto


Roberto balançou a cabeça, desanimado:

— Eu preferia que você não falasse assim, meu filho. Não é nada disso; você faz a situação parecer imoral, baixa. Não é assim.

— Mas, acho que peguei o sentido geral da situação, não?

Roberto encolheu os ombros e suspirou, aborrecido:

— Mais ou menos. Mas nenhum de nós dois teria concorda­do com isso, se não soubéssemos quanto você e Beatriz se querem bem. E você não pode culpar Júlia, meu filho; ela só está tentando fazer o melhor pela filha. Se vocês dois se casa­rem, ela dará a vocês a escritura das terras como presente de casamento.

Indignado, Armando ergueu-se e começou a andar de um lado para o outro do escritório:

— Sabe de uma coisa, Roberto? Eu estou pasmo. Uma coisa é você fazer pressão para que eu me case com Betty. Mas vo­cê e Júlia tentarem me subornar é bem diferente. Esta é uma decisão que só cabe a mim e Beatriz. Afinal, já somos adul­tos, e vocês deveriam se envergonhar de planejar nosso casa­mento sem o nosso consentimento. Mas o pior de tudo é o efeito que isso tem sobre Betty. Vocês agem como se ela fosse um fardo pesado do qual Júlia quisesse se desvencilhar de qual­quer forma, empurrando-o para o primeiro rapaz que apare­cer. É terrível! Qualquer rapaz se orgulharia de tê-la como esposa.

Roberto disfarçou um riso de satisfação.

— Está querendo me dizer que anda pensando em se casar com ela?

— Não foi isso que eu disse! Mas se um dia me casar com Betty, não será por causa de nenhum maldito pedaço de ter­ra! Vocês nos insultam com essa proposta!

E, pondo um fim no assunto, Armando caminhou em direção à porta. Porém, ao tocar o trinco, Roberto o chamou:

— É melhor você pensar bem sobre o assunto, filho. Júlia garante que se vocês dois não se casarem, ela vende as terras para Mora. Júlia diz que o rapaz é muito gentil, tem uma queda por Beatriz, e elas podem voltar para Cartagena com ele. Portanto, pense bem: se você não se incomoda em perder as terras, pense em como seria viver sem Beatriz por perto.

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