Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Mas acho que tenho inveja.

Os dois permaneceram imóveis, colados ao chão, vendo-a de­saparecer pela trilha de terra.

— Você viu só? — disse Armando.

— Pois você merecia! — Mário garantiu, sem pena. — Aliás, vem pedindo por isso há tempos. Espero que lhe sirva de lição.

Do que Armando menos precisava naquele momento era de al­guém que o censurasse. Mário era um bom amigo, mas sabia ser bem inconveniente quando queria.

— Ouça, o que acontece entre mim e Betty não é da sua conta — Armando afirmou, sentindo o ódio crescer dentro de si.

Mário, imperturbável, limitava-se a balançar a cabeça.

— Engana-se, meu velho. Vocês dois são meus amigos, e o que acontece com vocês me interessa muito. Só que neste caso acho que está sendo injusto para com Beatriz e não vou fi­car de braços cruzados enquanto você tira proveito dela.

— Mário, eu...

— E acho melhor você se acalmar. Betty não ia gostar de nos ver brigar por causa dela.

Apesar de contrariado, Armando teve de admitir que o amigo ti­nha toda a razão. O que ele disse tinha sentido e, aos poucos, seu ódio foi cedendo.

— Mário... não sei o que está havendo comigo. Estou sem­pre disposto a brigar com o primeiro que aparece. O que será?

Mário riu e abraçou o amigo:

— Não se preocupe, isso passa, meu velho. E já que não va­mos mais brigar, o que me diz de irmos infernizar a vida do tal Mora?

Armando sorriu diante da tentativa de Mário de animá-lo, mas abanou a cabeça:

— Não, não acho que seja uma boa ideia. Betty pode ficar brava comigo. Ela fala como se me odiasse. Será verdade, Mário?

O outro deu-lhe um tapinha amigo nas costas:



— Seu bobo. Eu devia ter pena de você, mas acho que te­nho inveja.


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