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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Beatriz também se lembrava da camisa

Armando gostava de vê-la sorrir, apreciava-lhe o senso de humor, sempre presente. Tudo nela o agradava.

De súbito, seu coração começou a bater mais forte, e aquela onda de desejo, já tão familiar, aqueceu-lhe o sangue. Não importava o lugar ou o modo como estavam vestidos: a paixão que ela lhe despertava parecia cada vez mais forte.

Observando-lhe a cintura fina e exposta pela camisa amarra­da, sentiu a excitação crescer e procurou desviar o olhar.

— Esse jeans é aquele que você rasgou quando subiu numa árvore lá em Mendoza?

Beatriz virou-se e olhou para o remendo que colocara no lugar:

— Sim, é. Eu estava tentando apanhar o gatinho da Inezita, que tinha ficado preso numa árvore.

— Preso, não. Se bem me lembro, ele pulou na sua cabeça e alcançou o chão antes que você. E, se não fosse aquele galho para aparar a sua queda, você teria se machucado.

— Mas eu me machuquei.

— Só o seu orgulho ficou ferido.

— Minhas costas ficaram arranhadas.

— Por que você não me contou? Eu teria dado um beijinho, e o machucado estaria logo curado. Sempre fiz isso.

Lá estava ele novamente, tratando-a como criança.

— Vamos mudar de assunto, sim?

— Ora, por quê?! Lembro-me muito bem de ter me portado como um perfeito cavalheiro, emprestando-lhe minha camisa para você amarrar na cintura e voltar para casa.

Beatriz também se lembrava da camisa, que guardara sob o travesseiro durante várias noites, do cuidado que ele lhe dispensara até certificar-se de que não havia se machucado, de seu peito largo sob o sol... Pena que para Armando tudo não tivesse pas­sado de uma brincadeira.

— Eu disse para mudarmos de assunto, está bem?

— Betty, não fique aborrecida. Acho até que esse remen­do na calça ficou super... superinteressante...

Não adiantava: por mais que tentasse, não conseguia despertar um pouco de romantismo em Armando! Desanimada, Beatriz lar­gou o forcado e rumou para a porta.

— Obrigada pela ajuda, mas prefiro terminar mais tarde. So­zinha. Não gosto de bancar a palhaça. E veja se me deixa em paz, sim? Suma da minha frente!

Confuso, Armando a viu partir e balançou a cabeça. Teria dito alguma coisa errada? Por que Beatriz se ofendera com aquela brincadeira? Ficava cada vez mais difícil entendê-la...

Inconformado, terminou a tarefa e deixou o estábulo.

Horas mais tarde, quando Beatriz veio terminar o servi­ço, e encontrou tudo em perfeita ordem, sentou num monte de feno e pôs-se a chorar.

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