Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Porque a amo

Armando balançou a cabeça e abraçou-a com mais força.

— Você sabe muito bem o que eu quero, Betty. Sabe há muito mais tempo do que eu: quero-a só para mim. Agora e sempre, até que a morte nos separe.

— Oh, Armando — Beatriz murmurou, com os olhos rasos d'água, a fitá-lo com veneração. — Foi um pedido lindo.

— Mas você não acredita, não é?

— Não é isso. É que até agora não sei direito aonde você está querendo chegar — alegou, fazendo-se de ingênua.

— Diabos, Betty, preste atenção no que eu estou dizendo. Acabei de pedi-la em casamento, e você leva tudo na brincadeira!

— Acabou de quê?

— Acabei de pedi-la em casamento, Beatriz Pinzón. Será que fui bem claro, ou prefere que eu me explique melhor?

Beatriz sorriu, satisfeita. Aquele era o verdadeiro Don Armando Mendoza — o homem a quem amava, ao lado do qual dese­java passar o resto de seus dias. Mal o reconhecera ao vê-lo che­gar havia pouco, todo bem vestido e sério.

— Bem, a ideia parece interessante... — comentou, exultante, ao acariciar-lhe os pelinhos do peito.

— Ah, Betty, o que seria de mim sem você para alegrar minha vida? — E, segurando-lhe uma das mãos contra o peito, acrescentou: — Vamos, não me deixe em suspense. Você acei­ta o meu pedido, não é?

Ela pendeu a cabeça para um lado e brincou:

— Então é isso: você quer se casar comigo para poder rir de mim?

— Betty, você sabe muito bem que não foi isso que eu disse. Por que não facilita as coisas para mim? — E, como ela não se manifestasse, resolveu ceder: — Está bem: quero me casar com você, Beatriz Pinzón, porque a amo e não posso viver sem tê-la a meu lado. Está melhor assim?

— Mais ou menos. Quero saber quando foi que chegou à con­clusão de que me amava. Foi depois da minha transformação?

Era uma questão importante para ela, pois queria ser amada por suas qualidades, e não por causa da aparência.

Armando mostrou-se ofendido com a insinuação:

— Claro que não! Para ser franco, fiquei assustado com es­sas mudanças todas: as roupas sofisticadas, o penteado. Se quer mesmo saber, foi só ontem que cai em mim, ao vê-la no está­bulo, com aquela calça remendada, os cabelos presos. Você es­tava irresistível!

Beatriz não cabia em si mesma de tanta alegria: finalmen­te, depois de tantos anos, seu maior desejo se realizara. Armando a amava. Lançando-lhe os braços em torno do pescoço, ergueu o rosto e o beijou apaixonadamente.

Armando, por sua vez, retribuiu com a mesma intensidade de sen­timentos. Finalmente conseguira pedi-la em casamento, e, pelo visto, a resposta seria sim. Tomado por uma súbita onda de desejo, virou-a de frente para si, abriu-Ihe o robe e apertou-a contra o peito. Beatriz gemeu baixinho, deliciando-se com o contato íntimo da pele dele contra seus seios nus. Era o momento mais feliz de sua vida.

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