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domingo, 22 de junho de 2014

Para disfarçar seu fascínio

Uma hora depois, Armando já se encontrava parado à porta da casa de Beatriz. Só ao estacionar foi que percebeu que eram apenas oito horas da manhã. Então, indagou-se se não seria me­lhor voltar mais tarde a arriscar-se a tirá-la da cama.

Mas a ansiedade era tanta que resolveu ir em frente. Já que decidira fazer o pedido, o melhor seria agir o quanto antes.

Resoluto, bateu com força à porta e logo foi recebido por Beatriz. Sabia que devia dizer-lhe algo, mas ao vê-la trajando apenas um robe atoalhado ficou absolutamente pasmo e deixou que seus olhos passeassem por aquelas curvas perfeitas.

— Bom dia — ela falou, sentindo que enrubescia diante da­quele olhar. — Nossa, que elegância! Está planejando ir se en­contrar com o padre? — brincou, para disfarçar seu fascínio.

Beatriz dormira muito mal à noite, inconformada com o modo como o tratara na véspera, porém agora lá estava ele pa­rado à porta com a melhor roupa esporte. Sua vontade era pedir-lhe licença para ir se arrumar, mas algo na atitude de Armando a fez calar-se.

Armando balançou a cabeça e pigarreou. Será que ela desconfia­va por que viera?

— Ainda não — garantiu, feliz por sua voz ter soado firme. — Quem sabe mais tarde.

Beatriz ficou surpresa. Armando não era dado a freqüentar a igreja, nem sequer aos domingos; só algo muito grave o levaria a ir encontrar-se com o padre num dia de semana.

— Você vai mesmo ver o reverendo Turner? Para quê? Acon­teceu alguma coisa com Roberto? Ele não está bem?

— Não aconteceu nada, Betty. Será que preciso de um mo­tivo especial para vestir uma roupa um pouco melhor?

Armando sabia que estava sendo grosseiro e que deveria dar gra­ças a Deus por ela não ter lhe batido a poria na cara, mas por que Beatriz sempre tinha que se preocupar com todo mundo, menos com ele? Vinha para lhe dizer algo tão importante e nem assim conseguia fazê-la prestar atenção nele um minuto. Ela ficou aliviada por saber que Roberto estava bem, porém era evidente que algo o preocupava. Armando estava visivelmente ner­voso e agia de modo estranho.

— Desculpe-me. É que nunca o vejo bem vestido durante a semana e imaginei que algo inusitado tivesse acontecido.

— E aconteceu. Ou melhor, vai acontecer. E, então, vai me convidar para entrar ou não?

Observando-o com atenção, Beatriz notou que ele de fato estava um tanto pálido e parecia ansioso para conversar. Depois do que Armando lhe fizera na véspera, sua vontade era bater-Ihe a porta na cara, mas apesar de tudo ela o amava e sentira falta dele.

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