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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Tanto tempo para descobrir essa verdade

No dia seguinte, Armando parecia sentir algo a impeli-lo a ir ver Beatriz. Tivera uma noite terrível, povoada de pesadelos, onde ela o abandonava. Desesperado, via-a desaparecer em meio a uma névoa intensa e, por mais que tentasse, não conseguia fazê-la voltar. Mas não era por esse motivo que desejava vê-la. Queria apenas certificar-se de que ela continuava lá; sua Betty.

Armando encontrou-a na cachoeira e, como estivesse trabalhan­do, ela não o viu entrar. Aliviado, Armando suspirou. Aquela, sim, era a sua Betty: usava uma calça jeans velha e uma blusa xadrez amarrada à cintura, e voltara a prender os cabelos numa trança única, embora agora fosse bem mais curta.

Aquela era a garota que fazia parte da vida dele, de seu pas­sado, a quem poderia confiar, e até arriscar, a própria vida. Betty estava linda! Não precisava de lodos aqueles artifícios da moda, de que se valia ultimamente. Embora a novidade fosse excitante, o que importava era a pessoa em si. E para ele não importava que roupa estava usando: Betty era a mulher mais linda do mundo. Curioso que tivesse levado tanto tempo para descobrir essa verdade.

— Já olhou bastante, ou quer uma fotografia? — Beatriz perguntou-Ihe, ao apoiar-se no forcado para enxugar o suor da testa.

— Se quiser me dar uma foto, eu agradeço — ele admitiu sorrindo, enquanto se aproximava. — O que está fazendo? Pen­sei que essa fosse tarefa de Fred.

— Às vezes é, mas eu lhe dei o dia de folga. Fred está fican­do velho e precisa diminuir o ritmo de trabalho.

Beatriz não mencionou o fato de ter dispensado o capa­taz porque sentia necessidade de se distrair, de se exaurir para que conseguisse pegar no sono, à noite. Só assim conseguiria deixar de pensar em Armando vinte e quatro horas por dia.

Armando fez menção de apanhar o forcado:

— Deixe que eu termino para você.

Mas ela deu um passo para trás.

— Não, não precisa, já estou quase acabando.

Sem uma palavra, Armando apanhou outro forcado e entrou no ultimo estábulo. Ambos trabalharam em silêncio por algum tem­po; então, Armando parou, puxou o chapéu para trás e enxugou a testa. E ficou observando-a trabalhar com afinco no estábulo ao lado, Ela ergueu o rosto e o surpreendeu:

— Você está me observando de novo.

— Não consigo evitar, Betty. É como se estes últimos tem­pos não tivessem existido, e tudo continuasse como antes. A não ser pela trança mais curta, você não mudou nada. É a primeira vez, desde a viagem para Cartagena, que me sinto realmen­te à vontade a seu lado. Não é estranho?

Para Beatriz aquilo bastava: ele preferia vê-la limpando o estábulo de que abrilhantando sua festa!

— É assim como um sapato velho, não é? Não é muito bo­nito, mas é confortável.

— Ei, espere aí, não disse que você era feia. Na verdade, ado­ro ficar te observando.

— Acho que já é alguma coisa — ela comentou, descrente, ensaiando um sorriso.

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