— Bem — interrompeu uma voz grave, com forte sotaque irlandês. — Para um rapaz que jura não estar interessado por ela, você tem agido de modo meio... avançadinho. — O tom era de censura. — Acho melhor soltá-la, Armando, antes que eu tome uma atitude mais drástica, Betty parece não estar gostando de ser beijada à força.
Atordoado, Armando sentou-se, enquanto se afastava de Beatriz.
— De que você está falando? — perguntou, indignado.
— Bem, qualquer cretino sabe do que estou falando. Beatriz é uma garota de família, e a melhor amiga que alguém poderia ter. Não quero que lhe falte ao respeito.
— Ora, por favor. Não me diga que você entrou no jogo de Roberto e Júlia. Por que todos estão me forçando a casar com ela?
O brilho amigável que sempre iluminava o olhar de Mário desapareceu, e seus olhos tornaram-se gélidos.
— Deixe-me fora disso, sim? Particularmente, acho que Betty merece coisa melhor do que você. E, se não deixá-la em paz, vamos ter de resolver este assunto na marra.
— Por mim, tudo bem. É só me avisar quando estiver pronto — Armando respondeu, confuso. Num momento, ele e Beatriz se beijavam com paixão; noutro, Mário os interrompia, acusando-o de abusar dela.
— E o que quer dizer com "Betty merece coisa melhor"? Por acaso está insinuando que é melhor do que eu?
— Muito melhor — Mário garantiu, sem vacilar. — Mas Betty é muito especial e merece o melhor. Confesso que cheguei a pensar que você fosse o rapaz ideal para ela, mas, em face dos últimos acontecimentos, mudei de ideia.
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