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sábado, 28 de junho de 2014

Pensei que fosse só colocar um terno

Armando engoliu em seco e respondeu:

— Beatriz Pinzón, eu a aceito como minha legítima espo­sa até que a morte nos separe. — E beijou-lhe os lábios suave­mente. — Para todo o sempre.

— Foi lindo — comentou Júlia. — Lembre-me de usar es­ta passagem num de meus livros, Beatriz. — Endireitando-se na cadeira, pousou as mãos sobre os joelhos e anunciou, após respirar fundo: — Agora, porém, temos de cuidar do lado prá­tico. Há muitas providências a serem tomadas: cerimônia, con­vites, bufe. Teremos de ir a Cartagena para comprar o vestido. Céus, nem sei por onde começar!

Aterrorizado, Armando voltou-se para Beatriz.

— Como assim? Pensei que fosse só colocar um terno para irmos ver o reverendo Turner e acenarmos tudo.

— Sinto muito, mas acho que a coisa não é tão simples, que­rido — Beatriz garantiu. — Para começar, precisamos dar entrada nos papéis.

— Bem isso eu sei, mas não é nada tão complicado. Você não vai querer uma daquelas festas de centenas de convidados e penetras que só aparecem para beber uísque escocês, não é?

— Não, não é isso que eu quero. Eu gostaria de um casa­mento bem simples, na nossa capela da fazenda, só para os ami­gos mais próximos e a família.

— Ainda bem. Mas isso não é demorado?

Agora que fizera o pedido e obtivera o sim de Beatriz, mal podia esperar para torná-la sua, de fato e de direito.

— Ei, esperem aí! — Júlia interrompeu. — Pensei que fos­sem pedir o meu palpite. Afinal fui eu que os aproximei e sou a mãe da noiva.

— Claro que a senhora pode ajudar, mamãe, mas tanto eu quanto Armando não queremos um casamento muito demorado. Queremos uma coisa mais simples e íntima.

— Mas você vai entrar de branco, não é?

— Vou, sim. E espero que a senhora me ajude a escolher um vestido branco tradicional, mas simples.

— Não se preocupe, Júlia — garantiu Armando. — Betty ainda tem todo o direito a usar branco, apesar de tudo.

— Eu acredito em você, meu rapaz... — ela afirmou, já pen­sando em como organizar uma grande festa sem que os noivos percebessem. — Agora, por favor, vista a camisa, sim? E, se nos der licença, eu e Beatriz precisamos começar a cuidar dos detalhes. Pode voltar à noite para visitar-nos, se quiser. Oh, Roberto vai ficar tão feliz!

— Tenho uma ideia melhor: Beatriz, vá se vestir para po­dermos ir agora mesmo conversar com o reverendo. Depois, é só cuidarmos dos papéis.
— Combinado, querido. Volto já!

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