Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sem desviar os olhos de Armando

Os três se deliciaram com o lanche. Sossegado, Armando estirou as pernas e puxou o chapéu sobre o rosto.

— Se vocês não se incomodam, ou mesmo que se incomo­dem, vou tirar um cochilo. Dormi muito mal à noite passada.

— Ótimo — concordou Mário. — Enquanto isso, vou tentar convencer Betty a vir mergulhar nua comigo antes de irmos pescar.

Se a intenção de Mário era provocar Armando, seu propósito foi totalmente frustrado. Armando sabia que as águas do lago na­quela época estavam geladíssimas.

— Se querem morrer congelados, acho que devem ir em frente!

— É... você tem razão... Nós iríamos morrer congelados — disse Mário, apanhando a vara de pescar presa na sela. — Vou andar um pouco para arrumar um lugar melhor para pescar. Com alguma sorte, quem sabe consiga apanhar uma truta. Aliás, é a especialidade de Inezita.

— Quer dizer que não estou convidada?

— Lógico que não. Adoro sua companhia, querida, mas não consigo me concentrar em mais nada quando estamos juntos.

— Mas, e se eu prometer ficar calada?

— Pior ainda. Só de olhá-la, já fico desnorteado. — E se afastou.

Na verdade Beatriz mal via a hora de deitar-se e tirar um bom cochilo. Fora por esse motivo, em primeiro lugar, que trou­xera um cobertor na sela. Achara que os dois iriam preferir pescar e a deixariam em paz para descansar, mas nada saíra como planejara, e lá estava Armando, deitado na relva, enrolado no co­bertor dela.

Sonolenta, abafou um bocejo incontrolável. As três latas de cerveja restantes tinham sido mergulhadas na água para se man­terem geladas. E já que não pretendia pescar não lhe restava outra alternativa a não ser dormir.

Tornando a olhar em direção a Armando, notou que havia espa­ço de sobra para ela no cobertor, uma vez que ele rolara de la­do. E, pelo modo como roncava, não havia dúvidas de que dormia um sono profundo.

Decidida, sentou-se com muito cuidado e, sem desviar os olhos de Armando, deitou-se sobre o cobertor. Usando o braço como travesseiro, suspirou feliz e logo pegou no sono.

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