Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Você não é como um irmão. Nunca foi!


— Nunca! Desde quando você vem me dizer como devo me vestir? Afinal, para você, não passo de uma prima! Que direi­to tem de me criticar?

— Eu a considero como uma irmã — ele corrigiu, conscien­te de que mentia, pois isso fora antes de haverem se beijado. De lá para cá, muita coisa havia mudado em seu íntimo. Armando desejava sinceramente poder voltar a encará-la como a irmãzinha que nunca tivera, mas parecia impossível alimentar senti­mentos fraternais em relação a Beatriz, aquela noite. Droga! Por que as coisas tinham que mudar?

As palavras de Armando mais uma vez a magoaram, pois, por mais que tentasse, parecia que jamais ia conseguir fazer com que ele a enxergasse com outros olhos. Mas, procurando não deixar transparecer a tristeza que a abatia, ergueu o queixo e disse simplesmente:

— Mas, para mim, você não é como um irmão. Nunca foi. E, agora, se me der licença, meu acompanhante já deve estar me procurando.

Armando agarrou-a pelo pulso.

— Acompanhante? Que acompanhante?! — perguntou, in­dignado. — Está querendo me dizer que veio acompanhada de um rapaz mesmo usando esse vestido? — A ideia o revoltava.

— Bem, você não achou que eu viria acompanhada de uma moça, não é?

Nisso, Roberto entrou no escritório e tornou a fechar a porta.

— Vocês dois querem, por favor, falar mais baixo? Estão dando um verdadeiro show para os convidados. Armando, solte-a! Quanto a você, Betty, acho melhor voltar logo para a sala. Todos os rapazes já deram pela sua falta.

— Eu imagino — adiantou-se Armando, antes que ela pudesse se pronunciar. — Com esse vestido, qualquer uma faria sucesso.

Roberto riu do ciúme do filho.

— Ora, Armando, deixe de agir como criança! Ela está linda e merece se divertir.

— Criança? Não seja ridículo, papai; só estou tentando protegê-la. Ela é como uma irmã para...

— Diabos, Don Armando Mendoza! — Beatriz explodiu. — Se você repetir mais uma vez que sou como uma irmã para você, não me responsabilizo por meus atos. E com licença, cavalhei­ros, pois pretendo aproveitar esta festa ao máximo.

— Ei, espere, Betty! — disse Armando, apressado. — Você não pretende voltar para lá vestida assim, não é?

— Observe e verá!

De tão nervosa e indignada, Beatriz nem se importou com os olhares que atraiu ao voltar para a festa. Armando era mesmo um sujeitinho petulante! Só faltava agora querer dar palpites nas roupas dela! Que lhe importava se nunca mais o visse? Sua vontade naquele instante era de voltar para casa e refugiar-se no escuro de seu quarto.

Mas Beatriz sabia que agindo assim iria de encontro à von­tade dele, e isso seria dar-lhe mais importância do que merecia. O melhor era ficar até o fim da festa e tirar o máximo proveito da ocasião.

Nem bem chegara à festa quando alguém a enlaçou pela cin­tura e ergueu-a do chão, fazendo-a rodopiar. Temendo perder o equilíbrio, foi obrigada a apoiar-se num par de ombros lar­gos e musculosos e, antes que pudesse recuperar o fôlego, viu-se pressionada contra um peito largo.

— Beatriz, meu amor — disse o moço barbudo, que a bei­jou apaixonadamente. — É sempre um prazer revê-la.


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