Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

terça-feira, 29 de abril de 2014

Muito... provocante


— Que diabos você pensa que está fazendo? — ele indagou, mesmo sabendo que estava sendo rude e grosseiro.

No entanto, era impossível conter-se. Aquela era Betty! Ain­da há pouco sua simples visão o excitara, e podia apostar que todos os rapazes ali presentes haviam tido a mesma reação.

— Fazendo? — revidou, refreando-se para não esbofeteá-lo por ter destruído suas esperanças. Naturalmente a aparência dela nada tinha a ver com o desinteresse de Armando, pois ficara prova­do que ele a achara atraente, até descobrir de quem se tratava. — Bem, no momento, estou plantada aqui feito boba, deixan­do que você nos faça passar por um vexame na frente dos convidados.

Armando olhou à sua volta e percebeu, angustiado, que Beatriz estava certa: todas as atenções voltavam-se para eles. En­tão, sem uma palavra, abraçou-a pela cintura e a conduziu para o escritório.

Lá dentro, bateu a porta com força e a fez encará-lo.

— Muito bem. Agora, exijo uma resposta.

— Esqueci-me de qual foi a pergunta.

— Não se faça de desentendida, Beatriz. Quero saber o que você pensa que está fazendo, vestida assim como uma...

Ele mesmo ficou pasmo com o que esteve prestes a dizer, po­rém não foi preciso que completasse a frase para que ela perce­besse o que lhe ia pela mente.

— Como é que você ousa falar assim comigo? Fique saben­do que minha mãe ajudou-me a escolher este modelo na loja mais sofisticada de Cartagena!

— Ah, então, está explicado — ele respondeu, com sarcasmo.

Beatriz nunca o odiara como naquele instante; pouco a pouco Armando destruía todos os sonhos dela.

— O que é que você entende de moda? — perguntou, áspe­ra, depois continuou: — Mas, pelo menos, sua opinião deixa bem claro o gosto pelas mulheres vulgares, pois, mesmo sem saber quem eu era, você se aproximou de mim.

— E você? Também não sabe nada sobre as minhas prefe­rências.

— Ah, não?

— E isso não vem ao caso. Quero que dê um jeito nesse ves­tido antes que saia lá fora e fique se exibindo para os meus con­vidados.

— Eu, me exibindo? Acho que você ficou maluco. Meu ves­tido não é mais provocante que o de outras moças lá na festa. Como aquele loura com quem você estava conversando, por exemplo. O vestido dela é aberto até a cintura.

— É diferente — ele alegou, arrependido por ter se descon­trolado.

— Diferente coisíssima nenhuma!

— Ouça, Betty, estou falando sério. Sinto muito se a ofen­di! Sabe tanto quanto eu que falei sem pensar. Mas admita que esse vestido é muito... provocante. Se você não tiver uma echarpe ou coisa parecida para enrolar no pescoço, posso levá-la até sua casa para que ponha outra roupa mais decente.


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