Gostei deste livro (Sabrina 587), e, numa brincadeira (só para ver como fica!), tomei o atrevimento de... substituir os nomes dos personagens. Assim, quero apresentar aos fãs de Betty e Armando... um mundo de "ROMANCES" que... fizeram parte da formação de tantas gerações! (E... que bom seria saber que ele... está fazendo parte da sua !!!)
Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!
Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)
terça-feira, 29 de abril de 2014
Muito... provocante
— Que diabos você pensa que está fazendo? — ele indagou, mesmo sabendo que estava sendo rude e grosseiro.
No entanto, era impossível conter-se. Aquela era Betty! Ainda há pouco sua simples visão o excitara, e podia apostar que todos os rapazes ali presentes haviam tido a mesma reação.
— Fazendo? — revidou, refreando-se para não esbofeteá-lo por ter destruído suas esperanças. Naturalmente a aparência dela nada tinha a ver com o desinteresse de Armando, pois ficara provado que ele a achara atraente, até descobrir de quem se tratava. — Bem, no momento, estou plantada aqui feito boba, deixando que você nos faça passar por um vexame na frente dos convidados.
Armando olhou à sua volta e percebeu, angustiado, que Beatriz estava certa: todas as atenções voltavam-se para eles. Então, sem uma palavra, abraçou-a pela cintura e a conduziu para o escritório.
Lá dentro, bateu a porta com força e a fez encará-lo.
— Muito bem. Agora, exijo uma resposta.
— Esqueci-me de qual foi a pergunta.
— Não se faça de desentendida, Beatriz. Quero saber o que você pensa que está fazendo, vestida assim como uma...
Ele mesmo ficou pasmo com o que esteve prestes a dizer, porém não foi preciso que completasse a frase para que ela percebesse o que lhe ia pela mente.
— Como é que você ousa falar assim comigo? Fique sabendo que minha mãe ajudou-me a escolher este modelo na loja mais sofisticada de Cartagena!
— Ah, então, está explicado — ele respondeu, com sarcasmo.
Beatriz nunca o odiara como naquele instante; pouco a pouco Armando destruía todos os sonhos dela.
— O que é que você entende de moda? — perguntou, áspera, depois continuou: — Mas, pelo menos, sua opinião deixa bem claro o gosto pelas mulheres vulgares, pois, mesmo sem saber quem eu era, você se aproximou de mim.
— E você? Também não sabe nada sobre as minhas preferências.
— Ah, não?
— E isso não vem ao caso. Quero que dê um jeito nesse vestido antes que saia lá fora e fique se exibindo para os meus convidados.
— Eu, me exibindo? Acho que você ficou maluco. Meu vestido não é mais provocante que o de outras moças lá na festa. Como aquele loura com quem você estava conversando, por exemplo. O vestido dela é aberto até a cintura.
— É diferente — ele alegou, arrependido por ter se descontrolado.
— Diferente coisíssima nenhuma!
— Ouça, Betty, estou falando sério. Sinto muito se a ofendi! Sabe tanto quanto eu que falei sem pensar. Mas admita que esse vestido é muito... provocante. Se você não tiver uma echarpe ou coisa parecida para enrolar no pescoço, posso levá-la até sua casa para que ponha outra roupa mais decente.
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