Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Jamais imaginara que fosse tão bom


Armando não disfarçava sua fúria:

— Você está se portando como uma criança, Betty. Ou co­mo uma das personagens daqueles livros que sua mãe escreve.

— Não há nada de errado com os livros de minha mãe. E por que você esperava que eu agisse de modo diferente, se me julga uma criança?

Frustrado, ele suspirou:

— Sei que você não é mais uma criança, Betty, mas ainda é muito jovem e inexperiente. Quando for mais velha, vai en­tender o que quero dizer.

Beatriz ajoelhou-se na relva e o fitou, furiosa.

— Agora você já está me insultando! Sei perfeitamente que há outros tipos de relacionamento entre um homem e uma mu­lher, além do casamento, e quanto à minha inexperiência, não se esqueça de que passei quatro anos estudando fora. Conheci muitos rapazes na universidade.

Armando ficou pasmo com a revelação. Seria possível que... Não... A sua Betty?

— Bem, sim... Desculpe-me Betty, eu deveria...

— Pois deveria mesmo e saiba que meu nome não é Betty!

Em seguida, segurou-lhe o rosto com ambas as mãos e o beijou.

A princípio foi um beijo carregado de ódio, para provar-lhe que já não era mais criança. Mas, ao sentir os lábios dele desli­zando sobre os seus, correspondendo ao beijo, o ódio cedeu lugar ao prazer. Beatriz sentiu-se descontrair e apoiou-se contra o peito de Armando. Finalmente descobria qual a sensação de beijá-lo...

Aos poucos, Armando sentiu o sangue aquecer-lhe as veias e ficou surpreso com a própria reação. Aquele não era o beijo de uma criança, mas de uma mulher sensual e sedutora. Jamais imaginara que fosse tão bom beijá-la...

Finalmente, a falta de fôlego os fez afastarem-se e, sentados, ambos se entreolharam, confusos. Beatriz não conseguia falar e, por sorte, foi Armando quem quebrou o silêncio.

— Bem — disse ele, pigarreando. — Bem, acho que você realmente conseguiu me convencer de que já não é mais crian­ça, Beatriz.

Apesar da emoção, ela percebeu que Armando a chamara pelo no­me, não pelo apelido. Correndo os dedos pelos cabelos dele, olhou-o bem fixamente nos olhos e admitiu:

— É, acho que sim.

E, sentindo as pernas trêmulas, montou em sua égua e par­tiu. Por sorte, o animal já conhecia bem o caminho, pois, se dependesse dela, era bem capaz que acabassem se perdendo.

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