Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sensação mágica


No dia seguinte, logo cedo, Beatriz aprontou-se e ficou à espera da mãe para a viagem que fariam a Cartagena. A princípio, a ideia de passar por uma verdadeira transformação não a agra­dava, mas naquele momento a situação parecia ter mudado. O beijo que ela e Armando haviam trocado na véspera a deixara encan­tada e sabia que só teria chance de repetir a experiência se o con­vencesse a olhá-la como uma mulher adulta. Apesar de não ter certeza quanto ao resultado, achava que a tentativa valia a pena.

Consultou o relógio e constatou que eram quase oito horas e não havia nem sinal de sua mãe. Fora uma surpresa saber que Júlia marcara a partida para tão cedo, mas depois soube que fora Don Roberto quem determinara o horário. Ele tinha diversos negócios a tratar em Cartagena e se oferecera para acompanhá-las, ao que sua mãe logo concordou.

Beatriz preferia que fossem sozinhas, mas ninguém a con­sultara. Sua oferta de dirigir o carro para que pudessem sair uma hora mais tarde não fora bem recebida por Júlia, que insistia em que fossem com Roberto

Ao olhar mais uma vez para o relógio, ouviu um carro se apro­ximando. Se Júlia não se apressasse, ia acabar perdendo a ca­rona e, aí sim, teriam de ir sozinhas.

A batida à porta coincidiu com o surgimento de Júlia no alto da escada.

— Deve ser Roberto— ela disse, distraída, descendo os degraus.

— Bem na hora marcada. Não, querida — falou para a filha. — Deixe que eu abro.

Júlia abriu a porta e exclamou:

— Ora, Armando! Que surpresa!

Ouvindo-a, Beatriz levantou-se do sofá num pulo.

— O que você veio fazer aqui? — perguntou, um tanto grosseira.

Depois do incidente da tarde anterior, só pretendia tornar a vê-lo no dia da festa, quando surgiria absolutamente trans­formada.

— Bom dia, Beatriz — ele cumprimentou, sorrindo diante daquela postura defensiva.

Com toda certeza, ela devia estar pensando no beijo que ha­viam trocado, assim como ele, mas Armando estava disposto a con­servar aquele relacionamento num plano apenas amistoso. No entanto, ao lembrar-se da sensação mágica que o beijo lhe des­pertara, sabia que teria uma dificílima tarefa pela frente.

— Prazer em vê-la.

Temendo que a filha tornasse a tratar Armando de modo grossei­ro, Júlia interrompeu, explicando:

— Armando veio para nos levar a Cartagena, Beatriz. Não é ótimo?

— Maravilhoso — ela retrucou. — Pensei que fosse Roberto quem iria nos levar; aliás, não sei por que não podemos ir so­zinhas.

Júlia sorriu sem jeito para Armando.

— Ela é uma graça, não acha? — E, sem esperar pela res­posta, voltou-se para a filha: — Roberto não está se sentindo mui­to bem, hoje, portanto mandou que Armando o substituísse. Já que vamos todos a Cartagena, por que levar mais um carro?

Sem dar-lhes tempo de prosseguir no assunto, Júlia apres­sou a partida e foram todos para o carro. Ocupando o banco de trás, Júlia deixou que Beatriz fosse na frente, ao lado de Armando.

— Mamãe — Beatriz indagou enquanto se instalavam —, como foi que você soube que Roberto não estava muito bem?

A pergunta pegou-a de surpresa e a deixou sem ação, mas um segundo depois Júlia se recuperou:

— Ora, ele telefonou, claro.

— Estranho. Estou acordada desde as seis horas e não ouvi o telefone tocar.

— Ah, é? — Sem saber o que dizer, Júlia apelou para a pri­meira ideia que lhe ocorreu: — Eu falei que ele me ligou? Ima­gine, que confusão. Foi eu que telefonei, mas acabei esquecendo. Agora, se me permitem, vou tirar um cochilo; detesto levantar cedo.

— Mas, mesmo assim, teve disposição para dar o telefone­ma antes de sairmos... Estranho!


-----------------
-------------------------------
--------------------------------------------

Nenhum comentário:

Postar um comentário