Gostei deste livro (Sabrina 587), e, numa brincadeira (só para ver como fica!), tomei o atrevimento de... substituir os nomes dos personagens. Assim, quero apresentar aos fãs de Betty e Armando... um mundo de "ROMANCES" que... fizeram parte da formação de tantas gerações! (E... que bom seria saber que ele... está fazendo parte da sua !!!)
Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!
Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Sensação mágica
No dia seguinte, logo cedo, Beatriz aprontou-se e ficou à espera da mãe para a viagem que fariam a Cartagena. A princípio, a ideia de passar por uma verdadeira transformação não a agradava, mas naquele momento a situação parecia ter mudado. O beijo que ela e Armando haviam trocado na véspera a deixara encantada e sabia que só teria chance de repetir a experiência se o convencesse a olhá-la como uma mulher adulta. Apesar de não ter certeza quanto ao resultado, achava que a tentativa valia a pena.
Consultou o relógio e constatou que eram quase oito horas e não havia nem sinal de sua mãe. Fora uma surpresa saber que Júlia marcara a partida para tão cedo, mas depois soube que fora Don Roberto quem determinara o horário. Ele tinha diversos negócios a tratar em Cartagena e se oferecera para acompanhá-las, ao que sua mãe logo concordou.
Beatriz preferia que fossem sozinhas, mas ninguém a consultara. Sua oferta de dirigir o carro para que pudessem sair uma hora mais tarde não fora bem recebida por Júlia, que insistia em que fossem com Roberto
Ao olhar mais uma vez para o relógio, ouviu um carro se aproximando. Se Júlia não se apressasse, ia acabar perdendo a carona e, aí sim, teriam de ir sozinhas.
A batida à porta coincidiu com o surgimento de Júlia no alto da escada.
— Deve ser Roberto— ela disse, distraída, descendo os degraus.
— Bem na hora marcada. Não, querida — falou para a filha. — Deixe que eu abro.
Júlia abriu a porta e exclamou:
— Ora, Armando! Que surpresa!
Ouvindo-a, Beatriz levantou-se do sofá num pulo.
— O que você veio fazer aqui? — perguntou, um tanto grosseira.
Depois do incidente da tarde anterior, só pretendia tornar a vê-lo no dia da festa, quando surgiria absolutamente transformada.
— Bom dia, Beatriz — ele cumprimentou, sorrindo diante daquela postura defensiva.
Com toda certeza, ela devia estar pensando no beijo que haviam trocado, assim como ele, mas Armando estava disposto a conservar aquele relacionamento num plano apenas amistoso. No entanto, ao lembrar-se da sensação mágica que o beijo lhe despertara, sabia que teria uma dificílima tarefa pela frente.
— Prazer em vê-la.
Temendo que a filha tornasse a tratar Armando de modo grosseiro, Júlia interrompeu, explicando:
— Armando veio para nos levar a Cartagena, Beatriz. Não é ótimo?
— Maravilhoso — ela retrucou. — Pensei que fosse Roberto quem iria nos levar; aliás, não sei por que não podemos ir sozinhas.
Júlia sorriu sem jeito para Armando.
— Ela é uma graça, não acha? — E, sem esperar pela resposta, voltou-se para a filha: — Roberto não está se sentindo muito bem, hoje, portanto mandou que Armando o substituísse. Já que vamos todos a Cartagena, por que levar mais um carro?
Sem dar-lhes tempo de prosseguir no assunto, Júlia apressou a partida e foram todos para o carro. Ocupando o banco de trás, Júlia deixou que Beatriz fosse na frente, ao lado de Armando.
— Mamãe — Beatriz indagou enquanto se instalavam —, como foi que você soube que Roberto não estava muito bem?
A pergunta pegou-a de surpresa e a deixou sem ação, mas um segundo depois Júlia se recuperou:
— Ora, ele telefonou, claro.
— Estranho. Estou acordada desde as seis horas e não ouvi o telefone tocar.
— Ah, é? — Sem saber o que dizer, Júlia apelou para a primeira ideia que lhe ocorreu: — Eu falei que ele me ligou? Imagine, que confusão. Foi eu que telefonei, mas acabei esquecendo. Agora, se me permitem, vou tirar um cochilo; detesto levantar cedo.
— Mas, mesmo assim, teve disposição para dar o telefonema antes de sairmos... Estranho!
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