Ao chegarem à mansão dos Mendoza, Roberto foi recebê-los à porta.
— Ora! — disse ele, visivelmente feliz em vê-las. — Agora que as duas moças mais bonitas da região já chegaram, a festa vai começar. — Então, beijou Beatriz com carinho e voltou-se para Júlia: — Juro que vocês estão ficando cada dia mais bonitas. Quando é que vai aceitar meu pedido de casamento e acabar com esse sofrimento? — E riu a valer.
Júlia, encantada, sorriu.
— Roberto meu amor, é só você reforçar o pedido.
Roberto deu outra gargalhada.
— Você nunca me leva a sério, não é? Bem, senhoritas, por que não sobem e deixam as bolsas num quarto? — sugeriu.
— Claro, Roberto — disse Júlia, sorridente. — Mas, antes, deixe-me apresentar nosso acompanhante. Este é Nicolás Mora, filho de uma grande amiga. Nicolás, este é Don Roberto Mendoza, pai de Armando.
Enquanto os dois se cumprimentavam, mãe e filha foram guardar os casacos e as bolsas e, então, aproveitaram para retocar a maquiagem no espelho da penteadeira.
— E então? Está pronta, filhinha?
— Não, não. Preciso ir ao banheiro antes de descer. Pode ir na frente.
Júlia não gostou da ideia, mas concordou:
— Está certo, meu bem, mas não demore muito. Se não descer dentro de dez minutos, eu virei buscá-la. Você está linda e não há motivo para ficar se escondendo aqui.
-------------
A intenção de Beatriz não era de esconder-se, mas apenas ganhar alguns minutos para reunir forças antes de enfrentar os convidados. Embora se sentisse bem com o vestido, ainda se sentia intimidada em mirar-se no espelho do pescoço para baixo. Aquela noite, no entanto, estava decidida a mudar de vez a imagem de garotinha tímida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário