Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

domingo, 6 de abril de 2014

Apenas como uma priminha!


Armando saiu da cozinha, imaginando que Betty já estivesse no curral, porém, alguns metros adiante, encontrou-a deitada sob a caminhonete, tentando encaixar o macaco.

Calado, deteve-se imediatamente e pôs-se a observá-la de lon­ge. Seu corpo realmente se transformara da noite para o dia. As pernas, longas e bem torneadas, eram realçadas pelo jeans bem justo, e a cintura fina contrastava com os seios fartos. A um movimento dela, um dos botões da blusa se abriu deixando-o entrever a pele alva e macia.

Inconformado com o curso de seus pensamentos, Armando balançou a cabeça. Nunca pensara em Betty naqueles termos!

— Mas, afinal, o que é isso? — indagou em voz alta, cor­rendo os dedos pelos cabelos.

— O que você acha que é? — Beatriz retrucou, debaixo da caminhonete. — Brincadeira de esconde-esconde?

— Por que não me disse que o pneu tinha furado? — Armando perguntou, tirando-lhe o macaco das mãos e inserindo-o no lu­gar certo.

— Para ser franca, foi a primeira coisa que eu disse quando saí e vi o pneu murcho. Só que você não estava por perto para me escutar.

Aborrecida com o modo como ele a tratava, Beatriz ergueu-se e sacudiu a poeira da roupa.

— Sem gracinhas, está bem? Você podia perfeitamente ter falado a um dos rapazes, mas é orgulhosa demais para pedir ajuda. O freio de mão está puxado?

— Sim, chefe. E, se me der licença, posso trocá-lo sozinha.

Armando arrumou o chapéu e, sem conter uma gargalhada, er­gueu o rosto para fitá-la.

— Não é à toa que as intelectuais são famosas por terem tempe­ramento difícil. — E continuou, sério: — Faz parte de minha imagem de machista prestar pequenos favores a senhoritas frágeis e indefesas. Além disso, trocar pneu é coisa para homem.

Mesmo zangada, Beatriz achou-o lindo ali agachado ao lado da caminhonete, o topete caído sobre a testa. Seus olhos escuros brilhavam bem-humorados, e o sorriso largo deixava à mostra os dentes branquíssimos. Armando herdara dos antepas­sados índios um bronzeado lindo, que o tornava ainda mais ir­resistível aos olhos femininos. Beatriz nunca conhecera um rapaz tão másculo e atraente.

Pena que ele a visse apenas como uma priminha!


------------

-----------------------
------------------------------------


Nenhum comentário:

Postar um comentário