Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mais sofisticada que nunca.


Durante o almoço, Beatriz quase não conversou, mergu­lhada nas lembranças dos momentos que passaram na loja. Por fim, resolvera comprar três maiôs do mesmo modelo em cores diferentes. Nunca usara algo que a deixasse tão confiante e que causasse aquele tipo de reação em Armando.

À tarde, Beatriz passou por uma experiência no mínimo traumática: havia mais de dez anos que não cortava os cabelos e, ao ver-se sentada na cadeira do cabeleireiro mais famoso de Cartagena, teve de fechar os olhos para não vê-lo pegar a tesoura. Era como se estivesse traindo um velho amigo.

No entanto, consolou-se, dizendo a si mesma que a mudança seria para melhor. Pena que tudo aquilo já começasse a cansá-la.

À noite, exausta, ocupou uma das mesas do famoso restau­rante do hotel onde estavam hospedadas. A viagem valera a pe­na: adquirira todo um guarda-roupa novo, incluindo o vestido verde da festa. O próprio vestido que estava usando naquela noite fora adquirido na véspera. Era um modelo preto, justo, que a fazia sentir-se mais sofisticada que nunca.

Para seu espanto, o corte de cabelo ficara ótimo. O cabelei­reiro repicara a frente, mas conservara a parte de trás pratica­mente intacta. Se soubesse que o resultado seria tão bom, teria tentado a mudança muito antes. Essa noite optara por usá-los soltos, presos de um lado por uma fivela prateada.

Mesmo cansada, sentia-se incrivelmente bem consigo mesma. E, a julgar pelos olhares masculinos que recebia, a transforma­ção fora mesmo para melhor. Infelizmente, nenhum flerte a in­teressava, pois seu coração já tinha dono.

Aliás, desde a hora do almoço não haviam tido mais notícias de Armando, que certamente devia estar ocupado com os negócios ou com alguma outra companhia mais agradável.

— Beatriz, valeu a pena: você está linda, minha filha — Júlia comentou, orgulhosa. — Vai ser o centro das atenções na festa de Armando com aquele vestido verde.

— Ainda não sei se terei coragem para usá-lo em público.

— Claro que vai, foi para isso que o compramos.

Em seu íntimo, Beatriz sabia que iria à festa com o vesti­do. Mas não para ser o centro de atenções, e sim para ver a reação de Armando.

-------------
----------------------
-------------------------------------

Nenhum comentário:

Postar um comentário