Gostei deste livro (Sabrina 587), e, numa brincadeira (só para ver como fica!), tomei o atrevimento de... substituir os nomes dos personagens. Assim, quero apresentar aos fãs de Betty e Armando... um mundo de "ROMANCES" que... fizeram parte da formação de tantas gerações! (E... que bom seria saber que ele... está fazendo parte da sua !!!)
Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!
Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Não somos irmãos de verdade.
Beatriz não sabia o que dizer. Era difícil não ser gentil com um rapaz tão atraente. Porém, agora, recordava-se de como Nicolás fora detestável quando criança e temia que ele ainda conservasse seus defeitos, apesar da bela aparência e das palavras gentis.
Saindo daquele transe, encontrou a mãe e o rapaz olhando-a fixamente à espera de uma resposta e, meio sem jeito, acabou concordando. Porém, a ideia de tê-lo como hóspede não a agradava.
Armando entrou no restaurante e correu os olhos à volta, tentando localizar Beatriz e a mãe. Apesar de não terem combinado o encontro, torcia para que tivessem ficado no hotel aquela noite para que pudessem jantar juntos. Foi só na terceira olhada que ele as reconheceu: Júlia estava sentada de lado para a entrada e Beatriz... Ela cortara os cabelos! Depois de tantos anos! O resultado, porém, não podia ter sido melhor: nunca a vira mais feminina e atraente.
Mas quem seria aquele rapaz que as acompanhava, cuja conversa parecia entretê-las? Parado ali na entrada, observou-os de longe por alguns segundos e, quando viu o estranho afastar os cabelos de Beatriz com a ponta dos dedos, achou que já era hora de se aproximar.
Ensaiou um sorriso e, certo de que seria bem recebido, foi logo chegando e puxando uma cadeira:
— Desculpe a demora, mas é que tive uns negócios para resolver. — Ignorando o estranho, esticou o braço e recolocou os cabelos de Beatriz no mesmo lugar onde estavam antes que Nicolás os tivesse afastado: — Você cortou os cabelos? Ficou bom. O que fizeram com os cortados? Eu bem que poderia levar para Inezita para ela me fazer um tapete.
Júlia sorriu, enquanto Beatriz, imóvel, procurava recuperar a fala.
— Sempre brincalhão, Armando.
Nicolás pigarreou, e Júlia desculpou-se por ter se esquecido das apresentações.
— Armando, este é Nicolás Mora, filho de uma amiga minha; Nicolás, este é Don Armando Mendoza, aparentado de meu último marido.
Armando apenas inclinou a cabeça e voltou-se para Júlia:
— Tenho certeza de que sou muito mais para você do que um simples parente afastado! — comentou, bem-humorado, apertando a mão de Beatriz. — Eu e Beatriz fomos praticamente criados juntos, não é, Betty?
— Claro — ela concordou. — Nem sei quantas vezes já o ouvi dizer que somos como irmãos.
Nicolás sorriu, com ares de triunfo:
— Ainda bem. Por um minuto cheguei a pensar que estaria atrapalhando alguma coisa.
Armando, furioso, lançou-lhe um olhar letal, enquanto apertava a mão de Beatriz com mais força.
— Como assim?
Inconsciente do ciúme que provocava, Nicolás sorriu de modo descontraído.
— É que Júlia me convidou para passar uns dias na fazenda e achei que seria bom conhecer Beatriz um pouco melhor.
— Se eu fosse você, reconsideraria essa decisão — disse Armando, criando uma atmosfera pesada.
Desesperada, Beatriz sorriu.
— Ele está sempre tentando me proteger, Nicolás, mas acho que todo irmão mais velho age assim, não é?
Armando percebeu a indireta e, sorridente, beijou-lhe a mão, olhando-a bem fixamente nos olhos.
— Só que não somos irmãos de verdade.
A resposta deixou-a encantada e fez disparar-lhe o coração. No entanto, logo o deslumbramento cedeu lugar à raiva. Que coragem! Armando não a queria como namorada, no entanto não permitia que nenhum outro rapaz se aproximasse dela com segundas intenções.
Então, encolhendo a mão, voltou-se para Nicolás, toda sorrisos:
— Ele é muito brincalhão. Não se preocupe, Nicolás, teremos muita satisfação em hospedá-lo.
Jamais mentira com tanto cinismo, pois pouco lhe importava que nunca mais voltasse a vê-lo. Porém, ao reparar na fisionomia de Armando, convenceu-se de que o sacrifício valera a pena.
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