Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

terça-feira, 15 de abril de 2014

Parecia ter vontade pró­pria


O movimento suave do corpo dela de encontro ao seu o excitou e, mais uma vez, ele relembrou a si próprio de que se trata­va de Betty. No entanto, o corpo dele parecia ter vontade pró­pria e reagia involuntariamente à proximidade dela. Se não conseguisse se conter, logo, logo iria se ver numa situação em­baraçosa.

Então, soltando-a, pigarreou e indagou:

— Será que já podemos conversar sobre o que houve? Por­ que, queira ou não, teremos de discutir o assunto, cedo ou tarde.

Desiludida com o fim daquele sonho, Beatriz sentou-se e arrumou a blusa.

— Não creio que haja mais nada a dizer. Sei que nenhum de vocês quis me ofender; eu devia ter me afastado quando os ouvi conversar. Mas fiquei tão chocada quando ouvi mencio­narem meu nome... Isto é, nunca pensei que...

— Eu sei. A ideia nunca me ocorreu. Não sei como Roberto foi pensar numa loucura dessas, mas eu tinha certeza de que, pas­sado o choque inicial, você concordaria comigo. Agora é só uma questão de mostrarmos a Roberto que ele está enganado.

Beatriz sentiu seus ânimos se exaltarem. O que estava pres­tes a dizer, antes que ele a interrompesse, era que jamais pen­sara que ambos tivessem aquele tipo de conversa.

— E como sugere que façamos isso?

Armando deu de ombros:

— Não sei. Acho que o melhor é continuarmos agindo na­turalmente, deixando claro que somos apenas amigos.

Beatriz pensou bem sobre a questão e então disse, com amargura, após um longo suspiro:

— Assim, como se eu fosse apenas mais um garoto da turma.

A resposta dela o desconcertou, fazendo-o ver que a magoara.

— É... Ouça, sei que não tenho sido muito lisonjeiro com você, mas é que...

— Pois saiba que não quero ser adulada, Don Armando Mendoza — ela respondeu, furiosa. — E se pensa que fico magoada com seu comportamento, saiba que está enganado. Aliás, jamais pensaria em me casar com um sujeito como você, que usa suas na­moradas e depois as abandona.

— Ei, espere aí! — O comentário de Beatriz o atingiu co­mo uma bofetada, Armando ainda não se julgava preparado para o casamento, nem com ela, nem com ninguém, mas sempre contou com sua admiração e lealdade. — Você fala como se eu fosse um cafajeste, desses que se divertem em partir corações.

— Se a carapuça lhe serve...

— Você está sendo injusta! — ele protestou, já perdendo a paciência. — Trabalho dezesseis horas por dia naquela fazen­da e ainda cuido de outros negócios; como acha que tenho tempo para namorar? E quando saio com uma garota para me diver­tir, ela sabe exatamente o que tenho em mente! Portanto, não se trata de enganar ninguém.

— Nesse caso, vocês dois deviam se envergonhar!

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