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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Aumentar seu círculo de amizades


Quando ambas saboreavam o coquetel de camarões servido como entrada, um rapaz louro, de estatura mediana, aproximou-se da mesa. Beatriz ergueu o rosto e o fitou com interesse. O rapaz era de fato muito bonito e tinha uma fisionomia vaga­mente familiar; porém, se o tivesse visto antes, na certa o reco­nheceria. Seu coração podia pertencer a Armando, mas isso não a tornava indiferente à beleza dos outros moços.

Porém, o rapaz em questão parecia mais interessado na mãe dela, e só ao ouvi-lo se apresentar foi que Beatriz percebeu que já o conhecia.

— Tia Júlia, que prazer em vê-la! Eu a teria reconhecido em qualquer lugar, pois continua bonita como sempre foi.

— Nicolás! Como vai, querido? Sente-se. Pena que sua mãe não tenha podido vir também, mas foi muito gentil de sua par­te ter aceitado o convite.

Júlia voltou-se para Beatriz com um sorriso amplo:

— Você se lembra de Nicolás Mora, não é, querida? Ele é filho de Tilly, minha melhor amiga. Nicolás Mora

Beatriz sabia perfeitamente quem eram os dois:

— Oi, Nicolás! — cumprimentou-o, enquanto o rapaz se sen­tava a seu lado. — Há quanto tempo...

— Tempo demais — ele comentou, admirando-a com olhos muito brilhantes. — Você está linda.

Beatriz percebeu que enrubescera, mas manteve-se firme. Já era mais do que tempo de aumentar seu círculo de amizades masculinas.

— Obrigada, Nicolás, é muita gentileza.

— Não se trata de gentileza, eu lhe garanto. — Então, repa­rando em suas mãos, quis saber: — Você já se casou?

Ela balançou a cabeça numa negativa e olhou para Júlia, que ria a valer.

— Gosto de rapazes diretos e objetivos — disse, dando uns tapinhas nas costas de Nicolás. — Sabia que este jantar ia ser um sucesso.

— Mamãe, por que você não me contou que teríamos com­panhia?

— Não contei? Ah, devo ter esquecido! Pena que Tilly ti­vesse outro compromisso, mas, por sorte, Nicolás pôde vir.

— Não perderia o convite por nada deste mundo — Nicolás admitiu prontamente.

— Ele trabalha com incorporação e venda de imóveis. Não é interessante, filha?

Beatriz limitou-se a assentir, sem uma palavra.

— Aliás, estou à procura de uma boa propriedade na região onde vocês moram. O grupo para o qual trabalhamos quer de­senvolver uma estação de esqui supersofisticada, algo realmen­te fora do comum e, para tanto, precisamos de uma propriedade num condomínio fechado, com boas instalações. Júlia, você não estaria interessada em vender a sua?

— Não! — Beatriz apressou-se em esclarecer. — Nós não estamos interessados, não é, mamãe?

Mas, para seu espanto, Júlia não descartou a ideia de pron­to e meditou em pouco sobre a questão.

— Mamãe, nós não queremos vender, não é?

— Para ser franca, não sei... Mas confesso que gostaria de pensar melhor no assunto.

Então, voltou-se para o convidado:

— Tenho uma ideia: por que não vem nos visitar, Nicolás? Você poderá dar uma olhada na propriedade e me dar sua opi­nião. Ao mesmo tempo, teremos muito prazer em tê-lo como hóspede, não é, Beatriz?

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