Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Um pequeno incidente!


Júlia não respondeu e, quando Beatriz olhou para trás, viu-a fechar os olhos, fingindo dormir. Percebendo que seria inútil insistir no assunto, voltou-se para a frente e calou-se. Mas algo lhe dizia que o mal-estar de Roberto havia sido planejado.

No entanto, não havia nada que pudesse fazer para escapar àquele arranjo e teria de suportar a companhia de Armando duran­te a viagem até Cartagena. Com um pouco de sorte, talvez conse­guisse evitá-lo durante sua estada na cidade. Diabos, por que sua mãe tinha de estragar tudo? O plano era que ele só a visse depois da transformação!

Distraída, pulou de susto quando Armando esticou o braço e apertou-lhe uma das mãos.

— Não se preocupe, Betica. Roberto realmente não estava se sen­tindo bem, hoje.

— E você tem mesmo algum negócio para tratar em Cartagena?

— Juro que sim. Estarei ocupado a tarde toda e amanhã tam­bém. Planejo voltar para casa quarta-feira, bem cedo.

Aliviada, ela respirou fundo. Com tantos afazeres, ele não teria tempo para segui-la.

— Beatriz, sei que está se esforçando para tentar se es­quecer do que aconteceu ontem entre nós. E acho que não po­demos deixar que um pequeno incidente destrua nosso relacionamento. Nossa amizade é muito importante; pelo me­nos para mim.

Um pequeno incidente! Então era assim que ele classificava o beijo que haviam trocado! Revoltada, Beatriz resmungou uma coisa qualquer e resolveu usar a mesma tática de Júlia: fechar os olhos e procurar dormir.

Duas horas mais tarde, ao acordar, Beatriz se espreguiçou, provocando o riso de Armando.

— Qual é a graça? — perguntou, estirando os músculos do­loridos. — Nunca viu ninguém acordar?

— Claro que sim, mas nunca assim com tanta graça. Você até parece uma gata.

— Não gostei da comparação; detesto gatos.

Ele riu, e o riso iluminou-lhe o olhar.

— Eu sei, mas eu gosto. — Satisfeito, viu-a enrubescer e tocou-lhe o nariz com a ponta do dedo: — Você ronca, sabia?

O comentário, pouco lisonjeiro, destruiu o valor do elogio que ele lhe fizera segundos antes.

— É mentira!

— Claro que é verdade. Por acaso você fica acordada para saber? Já eu sou uma testemunha imparcial, sem interesse ne­nhum e posso lhe garantir que você realmente ronca.

Testemunha imparcial e desinteressada... Era tudo o que ela precisava ouvir. Que lhe importava saber se ronca ou não, já que aquilo não lhe interessava?

— Sinto muito se o incomodei — desculpou-se, friamente.

— Não foi isso o que eu quis dizer; na verdade, até me di­verti, isso ajudou a me distrair.

Beatriz sentiu as faces queimarem e não se voltou para fitá-lo.

— Neste caso, fico feliz por ter ajudado.

Ele tornou a esticar o braço e, desta vez, tocou-lhe o rosto cm brasa.

— Você sempre me ajuda, com exceção do dia em que não quis vacinar o gado.

— Mesmo assim, você completou a tarefa sem mim.

— Sim, mas levei o dobro do tempo. Tally veio me ajudar, mas ele é muito lento.

— E por que você não faz tudo sozinho?

— Porque sou ainda mais lento do que ele. Além disso, essa é a sua especialidade. Mas não é só isso: sua companhia é mui­to mais agradável.

— Obrigada, mas, se não se importa, acho que vou dormir mais um pouco.

— Não, não, por favor. Eu já estava começando a me can­sar de ouvi-la roncar. Fique conversando comigo.


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