Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Quero conhecer meus netos



Armando pensou ter ouvido mal. Não era possível.

— O que foi que disse?

Roberto não se deixou impressionar pela frieza do filho:

— Exatamente o que você entendeu. Digo e repito: acho que devia se casar com Beatriz.

— Betty? — Armando gritou, pondo-se de pé. — Está sugerin­do que eu me case com Betty? Você deve estar louco!

— Mas... pensei que você gostasse dela.

— E gosto! — garantiu, com determinação, apesar de o choque impedi-lo de raciocinar direito. Seu pai não podia estar fa­lando sério. — Tenho uma grande afeição por ela, mas, Betty é uma criança! — E, após respirar fundo: — Ouça: se um dia eu resolver me casar, será com uma moça mais ou menos da minha idade. E, claro, bem mais experiente do que Betty. Ela é muito imatura.

Roberto começou a se balançar na cadeira de couro, acompa­nhando Armando com o olhar enquanto este andava de um lado para o outro do escritório.

— Não diga bobagens, filho, é claro que você vai se casar. Afinal, temos de arrumar um herdeiro para estas terras. Ou você prefere deixar tudo para seu irmão de criação Daniel?

Armando esbravejou e, depois de uma breve consideração, caiu em si:

— Está bem, concordo que irei me casar, mas não já. Ainda tenho muito tempo pela frente e não me julgo preparado para assumir tal compromisso.

— Você não é mais criança, Armando; vai completar trinta anos daqui a poucos dias e já é tempo de se acomodar. Quero co­nhecer meus netos.

— Então, está pedindo que eu me sacrifique só para satisfa­zer seu desejo de brincar com os netos?

Roberto balançou a cabeça grisalha:

— Exatamente. Você já se divertiu demais; agora é hora de encarar as responsabilidades.

— Ei, espere aí, Roberto! — disse Armando, bastante nervoso. — Exceto pelos anos que cursei a universidade, venho trabalhan­do feito um burro de carga nesta propriedade, desde os dez anos de idade. Há cinco anos, você me tornou seu sócio e acho que tenho cumprido bem minha parte.

Para sua própria surpresa, as palavras de Roberto o haviam ma­goado profundamente. Ultimamente, seu pai vinha desempe­nhando um mero papel figurativo na fazenda, enquanto o trabalho ficava por conta de Armando. Entre uma pescaria e outra, Roberto mal dava uma olhada na contabilidade e distribuía algu­mas ordens, que cabia ao seu filho cumprir.

Porém, aquilo era demais.

— Calma, calma, rapaz — tranqüilizou-o Roberto — Pensa que não percebi quanto você tem trabalhado? Não era a esse tipo de responsabilidade que eu estava me referindo, mas, a iniciar uma nova geração.

— E você decidiu que Betty é a garota certa?


-----------
-----------------------
------------------------------------------


Nenhum comentário:

Postar um comentário