Gostei deste livro (Sabrina 587), e, numa brincadeira (só para ver como fica!), tomei o atrevimento de... substituir os nomes dos personagens. Assim, quero apresentar aos fãs de Betty e Armando... um mundo de "ROMANCES" que... fizeram parte da formação de tantas gerações! (E... que bom seria saber que ele... está fazendo parte da sua !!!)
Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!
Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Quero conhecer meus netos
Armando pensou ter ouvido mal. Não era possível.
— O que foi que disse?
Roberto não se deixou impressionar pela frieza do filho:
— Exatamente o que você entendeu. Digo e repito: acho que devia se casar com Beatriz.
— Betty? — Armando gritou, pondo-se de pé. — Está sugerindo que eu me case com Betty? Você deve estar louco!
— Mas... pensei que você gostasse dela.
— E gosto! — garantiu, com determinação, apesar de o choque impedi-lo de raciocinar direito. Seu pai não podia estar falando sério. — Tenho uma grande afeição por ela, mas, Betty é uma criança! — E, após respirar fundo: — Ouça: se um dia eu resolver me casar, será com uma moça mais ou menos da minha idade. E, claro, bem mais experiente do que Betty. Ela é muito imatura.
Roberto começou a se balançar na cadeira de couro, acompanhando Armando com o olhar enquanto este andava de um lado para o outro do escritório.
— Não diga bobagens, filho, é claro que você vai se casar. Afinal, temos de arrumar um herdeiro para estas terras. Ou você prefere deixar tudo para seu irmão de criação Daniel?
Armando esbravejou e, depois de uma breve consideração, caiu em si:
— Está bem, concordo que irei me casar, mas não já. Ainda tenho muito tempo pela frente e não me julgo preparado para assumir tal compromisso.
— Você não é mais criança, Armando; vai completar trinta anos daqui a poucos dias e já é tempo de se acomodar. Quero conhecer meus netos.
— Então, está pedindo que eu me sacrifique só para satisfazer seu desejo de brincar com os netos?
Roberto balançou a cabeça grisalha:
— Exatamente. Você já se divertiu demais; agora é hora de encarar as responsabilidades.
— Ei, espere aí, Roberto! — disse Armando, bastante nervoso. — Exceto pelos anos que cursei a universidade, venho trabalhando feito um burro de carga nesta propriedade, desde os dez anos de idade. Há cinco anos, você me tornou seu sócio e acho que tenho cumprido bem minha parte.
Para sua própria surpresa, as palavras de Roberto o haviam magoado profundamente. Ultimamente, seu pai vinha desempenhando um mero papel figurativo na fazenda, enquanto o trabalho ficava por conta de Armando. Entre uma pescaria e outra, Roberto mal dava uma olhada na contabilidade e distribuía algumas ordens, que cabia ao seu filho cumprir.
Porém, aquilo era demais.
— Calma, calma, rapaz — tranqüilizou-o Roberto — Pensa que não percebi quanto você tem trabalhado? Não era a esse tipo de responsabilidade que eu estava me referindo, mas, a iniciar uma nova geração.
— E você decidiu que Betty é a garota certa?
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