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sábado, 31 de maio de 2014

Lembranças da infância


A companhia deles enriquecia suas lembranças da infância, e Beatriz sempre lhes seria grata pelo carinho com que a tra­tavam. Mesmo que visse frustrado seu amor por Armando, nunca deixaria de considerá-lo seu melhor amigo.

Engraçado... sempre compartilhara da mesma camaradagem com Mário e Armando, mas o primeiro nunca fizera seu coração bater mais forte. Armando era, de fato, mais bonito, mas Mário não ficava muito atrás. Quanto à personalidade, preferências à parte, era preciso admitir que Mário era muito mais aberto, falante, comunicativo. No entanto, nada disso importava: Armando era seu ideal masculino, e Betty se consideraria a mulher mais feliz do mundo se seu amor fosse correspondido.

Enquanto cavalgava, observou-lhe os ombros largos e musculosos, a cintura fina, as coxas grossas, o porte de cavaleiro nato. Achava-o lindo, sem dúvida, mas não era por esse moti­vo que o amava. Mesmo sem saber ao certo por que gostava tanto de Armando, não desistiria de conquistá-lo até o dia em que ele se casasse com outra garota. E, caso isso um dia realmente acontecesse, o melhor seria internar-se num convento, pois ja­mais amaria um outro homem daquela forma.

A trilha voltou a alargar-se, e os três tornaram a cavalgar la­do a lado. Detendo-se no cume de uma pequena elevação, ad­miraram a paisagem dos tempos de infância. Todos a olhavam com certa nostalgia, recordando-se de épocas passadas, mas Beatriz pensava em dias mais recentes, também.

Fora ali que, dias antes, Armando a beijara pela primeira vez. Ou melhor, que ela o beijara, para provar que já era bem adulta. Será que ele se lembrava? Sinceramente, desejava que não. Po­rém, ao olhá-lo de relance, percebeu que ele a observava e ti­nha um sorriso que falava mais do que mil palavras.

Desviando os olhos, Beatriz olhou para frente, e os três seguiram ao longo do pequeno riacho, ladeado por lindas árvores.

Mário suspirou e comentou:

— Ah!... Graças a Deus tudo continua como antes, do mes­mo jeito que eu guardei na lembrança. É bom saber que, apesar da loucura do mundo, ainda existe um lugar assim. E cá estamos nós, de novo. Talvez bastante modificados, mas ainda assim amigos. Quanto a vocês, não sei, mas isso me faz muito bem.


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