Gostei deste livro (Sabrina 587), e, numa brincadeira (só para ver como fica!), tomei o atrevimento de... substituir os nomes dos personagens. Assim, quero apresentar aos fãs de Betty e Armando... um mundo de "ROMANCES" que... fizeram parte da formação de tantas gerações! (E... que bom seria saber que ele... está fazendo parte da sua !!!)
Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!
Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Você se lembra de como prefiro
Beatriz estava de pé, junto ao balcão da cozinha, preparando uns sanduíches para levar à pescaria, quando alguém bateu de leve à porta dos fundos. Em seguida, Mário surgiu, sorridente:
— Posso entrar? Isto é, não vou perturbá-la?
Antes que Beatriz pudesse responder, Mário foi empurrado e entrou aos tropeções. Logo atrás, veio Armando, com o chapéu na mão, fazendo o possível para sorrir de modo inocente, como se não tivesse feito nada.
Mário comentou:
— Sinto muito, querida, bem que tentei escapar e vir sozinho, mas nosso amigo é esperto e insistiu em vir junto. Sugeri que ele fosse ajudar os rapazes na cocheira, mas Armando não me deu ouvidos. — Então, fingindo-se de desolado, abanou a cabeça e afirmou, num tom de quem pede desculpa: — É uma pena, confesso que sou um covarde. Ele ameaçou me agredir se eu não o deixasse vir, portanto acabei concordando.
— Mas, como é que você se acovardou, Mário? — ela perguntou, entrando no espírito da brincadeira.
— Pois veja só, não tive outro jeito. E, agora, o que fazemos? Devemos deixá-lo vir conosco ou vamos contar tudo para a sua mãe?
Beatriz olhou de um para o outro e, por fim, suspirou de modo teatral:
— Bem, detestaria ter de entregá-lo a mamãe, portanto vamos ter de agüentá-lo.
— Está bem, está bem — Armando interrompeu. — Agora que vocês dois já se divertiram bastante, o que acham de irmos embora?
— Preciso de um tempinho para fazer mais uns sanduíches; só fiz o suficiente para dois — Beatriz avisou.
Então, apanhou duas fatias de pão integral e começou a passar manteiga.
— Betty — disse Armando, vacilante —, daria para fazer mais uns dois? É que ainda não comi nada hoje e estou morto de fome.
Achando graça no pedido, ela pegou mais fatias de pão.
— Você ainda não comeu hoje? Não é de se admirar que esteja com fome. Foi uma pena não ter ficado para o café da manhã comigo e mamãe; os ovos estavam deliciosos, e sobrou bastante. O cozinheiro deve ter achado que precisávamos engordar um pouco, ou então planejou juntar-se a nós, mas mudou de ideia.
— Ora, não sabia que vocês duas tinham arranjado um cozinheiro — Mário comentou.
— Não há cozinheiro nenhum; Betty está me provocando.
Armando sorriu ao vê-la espalhar mostarda sobre a carne e disse:
— Pelo visto, você se lembra de como prefiro meu sanduíche.
A Ideia de que ela procurava agradá-lo, o que era de fato verdade, deixava-o satisfeito, mas Beatriz não deu o braço a torcer e simplesmente encolheu os ombros:
— É que eu gosto assim e me lembrei de que Mário também, por isso resolvi caprichar na mostarda. Mas agora que você falou, recordo-me de que você também preferia os seus deste jeito quando saíamos para pescar.
Armando conteve-se para não perder o controle. Sabia que ela estava fazendo de tudo para provocá-lo, o que, aliás, tornara-se o esporte favorito de Beatriz nos últimos dias. Caso contrário, por que haveria de fingir que se lembrava das preferências de Mário, quando havia tantos anos que não o via? Só havia uma explicação: estava tentando mostrar que mudaria seu tratamento com relação a ele e já não lhe dava a mesma importância de antes.
Pois, se era isso que ela queria, tanto melhor. Tinha certeza de que ocupava um lugar muito mais importante do que o de Mário na vida dela. Era seu protetor, seu guia, seu melhor amigo. Afinal, por que se intrometera naquele passeio se não para defendê-la dos avanços de Mário?
Sem se dar conta de que Armando se remoia, Beatriz continuou preparando o lanche. Depois de preparados os sanduíches, colocou-os na mochila que prenderia à sela do cavalo e acrescentou três maçãs e um pacote de biscoitos de chocolate.
Então, tirou da geladeira uma caixa com seis latas de cerveja e colocou-a sobre o balcão.
— Um de vocês vai ter de carregar isto. Não tenho mais lugar na minha mochila.
Antes que Mário se oferecesse, Armando se adiantou:
— Onde estão seus refrigerantes?
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