Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Confiar em mim até um certo ponto


O rosto de Armando ficou em brasa; nunca a ouvira falar daque­le jeito!

— Não me provoque, Betty, você pode confiar em mim até um certo ponto. E lembre-se de que eu bati à porta, mas não obtive resposta. Suponha que, em vez de mim, fosse aque­le almofadinha que vocês estão hospedando aqui. Já pensou?

Beatriz não conseguia controlar o riso. O jeito de Armando era cômico.

— Em primeiro lugar, Nicolás é muito educado e não entra­ria sem bater no quarto de uma mulher e, caso isso aconteces­se, tenho certeza de que ele teria o bom senso de sair assim que eu lhe pedisse.

Era revoltante para Armando vê-la se divertir às custas dele, fazendo-o sentir-se ridículo. E pior: defender Nicolás contra suas acusações.

— Ah, é?! Pois eu também teria, se tivesse entrado num quar­to de uma mulher; mas acontece que entrei no quarto de uma menina.

— Não precisa ser agressivo, Armando. Já deve ter percebido que sou uma mulher, caso contrário, o fato de eu estar nua sob o lençol não o teria incomodado.

— Ora, não fale assim comigo! E pare de me provocar!

Satisfeita, ela o viu corar novamente. Nunca o vira enrubescer até então, desde que o conhecia.

— Mas, é verdade, Armando — prosseguiu, ignorando o aviso para que não o provocasse; era exatamente esse o intuito dela. — Estou completamente nua aqui embaixo, sem nenhuma peça de roupa. Quer que eu prove? Assim você verá por si mes­mo que já sou uma mulher. — Então, num gesto provocante, pegou a ponta do lençol e começou a puxá-lo.

Desesperado, Armando correu para perto da cama para segurar-lhe o pulso. Porém, acabou tropeçando no tapete e caiu meio deitado sobre a cama, numa posição comprometedora.

— Comporte-se, Betty, ou nós dois vamos acabar meti­dos em confusão. E se sua mãe...

Suas palavras funcionaram como uma profecia e, horroriza­do. Armando viu Júlia surgir à porta.

— Espero que tenha uma boa explicação para isso também, Armando — Júlia disse, arqueando as sobrancelhas. — Mas deixe-me avisá-lo de que minha paciência tem limite. Primeiro eu o surpreendo com a mão dentro do decote de minha filha; no dia seguinte, vejo-o deitado na cama dela. Que desculpa você vai inventar dessa vez?

A reprimenda o fez sentir-se como um garoto de escola surpreendido ao colar numa prova, mas o nervosismo impedia-o de encontrar uma boa resposta. Sem uma palavra, tentou levantar-se da cama com um mínimo de dignidade, mas o salto da bota enganchou-se na ponta do cobertor e ele quase caiu no­vamente deitado sobre Beatriz.

— Agora não, querido — disse Beatriz, com um sorriso malicioso nos lábios. Era o máximo vê-lo todo encabulado. Logo Armando, que se gabava de ser absolutamente seguro de si e gostava de ridicularizar os amigos. — Tenho que recuperar as forças; você é muito impetuoso, meu bem.

— Beatriz! — gritaram Armando e Júlia em uníssono, pasmos.

— Beatriz! — Júlia adiantou-se. — Está querendo dizer que vocês dois... Que... Meu Deus, eu nunca pensei que...


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