Beatriz rolou na cama insone a noite inteira, relembrando inúmeras vezes os acontecimentos ocorridos na festa. Apesar de desagradáveis, o saldo era francamente positivo. O novo visual dela fora um verdadeiro sucesso. Nunca tivera tantos parceiros de dança numa só noite, o que a deixava orgulhosa de si mesma. Mas Armando tinha de estragar tudo! Claro que houve momentos em que ele a tratou como mulher. Breves, mas bastante significativos. Foi a primeira vez que ele a beijou daquele modo apaixonado e a tocou com tanta... volúpia. Ainda que por poucos segundos, Armando acariciara-lhe os seios... O que teria acontecido se Júlia e Roberto não os tivessem interrompido?
Era uma pena que eles estivessem exercendo tanta pressão sobre Armando. Sabia que por si só, cedo ou tarde, ele acabaria mudando de opinião; a prova era que Armando já começara a mudar de atitude em relação a ela. Era do tipo que não gostava de sei pressionado e, ao se sentir acuado, procurava fugir da situação. Beatriz alimentava esperanças de que tudo acabasse se voltando era seu favor.
Quando poderia imaginar que Armando um dia ia ter ciúmes dos outros rapazes que se aproximavam dela! Até mesmo de Mário, a quem conheciam desde crianças!
Tudo seria muito mais fácil se o homem dos seus sonhos não fosse tão arredio à ideia de se casar, mas nada a faria perdei as esperanças. E, recordando-se pela milésima vez do beijo que haviam trocado, abraçou o travesseiro e fechou os olhos, pegando no sono, quando os primeiros raios de sol já se infiltravam pela janela do quarto.
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