— O que você veio fazer aqui? — Armando indagou ao ver Mário parado à porta.
— Nada, meu velho. Eu já ia para casa, quando achei melhor vir lhe dizer que seus últimos convidados adoraram saber o que se passou aqui.
Armando lançou-lhe um olhar inquisitivo, e Mário explicou melhor a situação:
— É que alguém que passava por aqui ouviu quando Betty lhe pediu que não... enfiasse mais a mão no decole dela. O que, aliás, me pareceu um pedido muito justo.
— Tem certeza de que não foi você quem andou espalhando fofocas por aí?
— Olhe, por mim já chega — disse Mário, balançando a cabeça. — Tive uma noite bem movimentada e acho que já vou indo. Não sei se agüentaria outra briga como a que tivemos. Quanto a espalhar fofocas... esqueça! Não fui eu quem ouviu o pedido de Betty!
— Eu sou um imbecil!
Mário, imperturbável, abraçou Armando pelos ombros e o consolou:
— Não ligue, isso passa. E, agora, por que não me acompanha até o meu hotel. Acho que tenho uma garrafa de uísque na mala e um trago vai lhe fazer bem. Quanto aos convidados, irão embora assim que o virem sair.
Então Mário conduziu Armando para fora do quarto e avisou Roberto:
— Com licença, sim? Mas acho que o amigo aqui já teve emoções demais por uma noite. Você se despede do pessoal por ele?
— Tudo bem, podem ir, mas não o deixe beber demais. Amanhã, nós dois precisamos ter uma conversinha.
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