Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

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terça-feira, 27 de maio de 2014

Incluí-lo nessa brincadeira!


Armando estava furioso quando chegou à fazenda Mendoza. Nunca ficara tão transtornado em toda a vida. E, para piorar, sentia a cabeça latejar desde a noite anterior por ter abusado da bebida durante a festa e, depois, em companhia de Mário.

Logo pela manhã, ao acordar, pensara bastante nos aconte­cimentos da véspera, concluindo que devia um pedido de des­culpas a Beatriz e, embora não gostasse de se desculpar com ninguém, tomara uma boa xícara de café preto e fora até a ca­sa dela. Pena que a encontrasse tão diferente. As atenções mas­culinas que recebia ultimamente vinham afetando-a, transformando-a numa mulher fatal, que afiava as garras para cima de todos os rapazes que a cercavam. Mas enganava-se se achava que podia incluí-lo nessa brincadeira!

Armando estava para entrar na sala quando encontrou-se com Roberto

— Preciso falar com você, meu rapaz — disse o pai, muito sério, com as sobrancelhas grossas franzidas sobre os olhos miúdos.

Era só o que faltava! Armando pensou, inconformado. Corren­do os dedos por entre os cabelos, pendeu o pescoço para trás e suspirou:

— Papai, por favor: agora, não!

— Então, quando o senhor acha que pode ser? — Roberto per­guntou, com ironia. — Na minha opinião, você tirou proveito de uma de nossas convidadas, quando, na verdade, devia tê-la tratado com toda a educação e gentileza. Como teve coragem de faltar ao respeito com uma moça como Beatriz? E ainda mais dentro da sua própria casa!

— Ah, quer dizer que você não se importa que eu a seduza, desde que não seja aqui?

— Você sabe muito bem que não foi isso que eu quis dizer — Roberto explodiu. — Beatriz é uma moça de família, e que­ro que a respeite como tal!

Armando suspirou.

— Ouça, Roberto sinto muito se lhe pareceu que faltei ao res­peito com Betty; não foi essa a minha intenção. Mas o que eu lhe disse ontem à noite é verdade. Foi um acidente. Mas não precisa se preocupar: eu já fui me desculpar.

— Já? E então, como foi? — perguntou, curiosíssimo, com um sorriso significativo.

Armando franziu a testa, diante da expressão do pai.

— Pois pode parar de rir. Sinto desapontá-lo, mas não me saí nada bem. Arrependo-me de ter ido lá.

— Como assim? Ela não o perdoou? Continua zangada?

— Bem, para ser sincero, nem cheguei a pedir desculpas.

— Mas você acabou de dizer que...

— Eu disse que fui me desculpar, e não que pedi desculpas.

— Então, o que foi que você fez? — perguntou Roberto já im­paciente com tantos rodeios.

— Bem, prefiro não tocar nesse assunto. Basta dizer que ela me fez passar por idiota, outra vez.

— Ela o fez de idiota?

— Exatamente. E se pensa que ela está sofrendo, com o co­ração partido, só por que não penso em me casar por enquan­to, engana-se. Há tantos rapazes interessados nela que Betty nem vai sentir a minha falta.

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