— Como você explica isso, Beatriz?
— Não me olhe assim, não tenho culpa de nada — ela se defendeu, odiando Nicolás. — Pergunte à minha mãe, se quiser. As terras são dela.
Farta de tudo aquilo, Beatriz virou-lhes as costas e afastou-se. Nicolás desculpou-se e a seguiu. Armando, inconformado com tudo aquilo, praguejou e fez com que Mário se levantasse.
— Ei, se está pretendendo me esmurrar de novo, peço tempo para me prevenir.
— Ora, não se faça de vítima. Você sabe perfeitamente que poderia acabar comigo se quisesse.
— É verdade, mas não seria gentil de minha parte provocar um escândalo na sua festa.
— Você nunca se prendeu por causa dessas bobagens — respondeu Armando, desejando poder odiá-lo. Mas era impossível.
— Isso é porque você não estava numa situação delicada, Armando.
— O que você quer dizer com isso?
— Descubra sozinho. Quanto a mim, acho que vou para o bar beber um pouquinho mais. Se eu fosse você, faria o mesmo.
Mário, porém, teve de arranjar outra companhia, pois ao entrar Armando viu Beatriz subir a escada com ares de quem ia apanhar suas coisas e se despedir. Sem pensar duas vezes, ele a seguiu, subindo os degraus de dois em dois, quando a viu entrar no dormitório onde estavam guardadas as bolsas. Ao abrir a porta, deu com Beatriz em frente ao espelho, refazendo o penteado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário