Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Na hora certa!


— Até que enfim os encontramos — Roberto declarou ao en­trar no quarto, com Júlia.

— E, pelo visto, chegamos na hora certa! — completou Júlia, com os olhos arregalados.

Assustado, Armando deu um passo para trás, mas sua mão enganchou-se no decote do vestido de Beatriz. Encabuladíssima, ela afastou-se logo.

Roberto por sua vez, caminhou em direção ao filho, com um sorriso de satisfação, e deu-lhe um tapinha nas costas.

— Eu sabia que vocês iam se entender. Foram feitos um pa­ra o outro. Quando vai ser o grande dia?

Júlia deu um beijo carinhoso na filha e, depois, em Armando.

— Puxa, há tantas coisas para planejarmos antes do casa­mento! — E voltou-se para Roberto: — E acho melhor andarmos logo; o rapaz parece estar meio impaciente.

Beatriz, confusa, não sabia o que fazer.

Vendo a expressão dos dois, Roberto sorriu.

— Júlia, acho que eles ainda não planejaram nada. Você tinha coisas mais urgentes em mente, não é, filho?

— Ei, espere aí! — Armando protestou, irritado com a brincadei­ra — Vocês dois estão enganados; não estávamos fazendo nada.

— Não foi a impressão que tive.

— Era apenas um beijo. Há alguma lei que proíba o beijo neste Estado?

— Ah, então quer dizer que era só um beijo?! — Júlia per­guntou, erguendo as sobrancelhas. — Por acaso não vi sua mão dentro do decote de minha filha? No meu tempo, isso era muito mais do que um beijo. Aliás, quando meu pai me surpreendeu com... Bem, não importa, estamos discutindo o namoro de vocês.

— Nós não estamos namorando — Beatriz adiantou-se.

O comentário, no entanto, foi ignorado:

— E já que minha filha não tem pai, farei as vezes dele — Júlia prosseguiu.

Diante de tamanho absurdo, Beatriz teve um ataque de riso.

— Não se preocupe com isso, Júlia querida — disse Roberto — Terei muito prazer em fazer as vezes do pai de Beatriz, pois a quero como filha.

— Mas você é meu pai! — Armando protestou. — E vamos aca­bar logo com essa conversa: não houve nada entre nós. Apenas um beijo.

— Pois eu discordo — ponderou Roberto — A mim parecia que você havia finalmente caído em si e resolvido casar-se com Betty.

— Tudo não passou de um mal-entendido. Eu já disse que ainda não estou preparado para o casamento e não vou admi­tir que você me force a nada só por causa de um beijo!

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