Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Prometo que não vou reclamar.


Enquanto os rapazes bebiam cerveja, Beatriz sempre pre­ferira refrigerantes.

— Pensei em acompanhá-los na cerveja — ela informou.

— Você vai beber cerveja? — Armando perguntou, com um riso incrédulo.

— Não sei por que esse espanto — respondeu, jogando a mo­chila sobre os ombros. — Aprendi a gostar de cerveja. E não se preocupe com o fato de eu beber, pois não sou mais menor de idade.

E, pondo fim à conversa, apanhou a esteira que estava enro­lada sobre uma cadeira e rumou para a porta, sem esperar pe­los companheiros.

Armando tomou-lhe a esteira das mãos e perguntou, desconfiado:

— Para que você está levando esta esteira?

Abrindo a porta, ela sorriu por sobre os ombros:

— O que você acha? Por acaso pensa que vou tentar seduzir nosso colega?

Mário aproximou-se e tirou-lhe a mochila das costas, erguendo-a com facilidade. Então, abraçou Beatriz pela cin­tura e murmurou, num tom que Armando pudesse ouvir:

— Não se preocupe, meu bem. Podemos enrolá-lo na estei­ra e soltá-lo no lago. Aí você vai poder me seduzir à vontade. Prometo que não vou reclamar.

— Quanta generosidade! — Beatriz comentou, rindo, ao se soltar disfarçadamente daquele abraço. — Mas acho melhor não o eliminarmos por completo. Roberto pode ficar triste.

— Podem reclamar à vontade, mas eu não desisto de acompanhá-los. Para ser sincero, fiquei magoado por não ter sido logo convidado.

— Ah... coitadinho! — Beatriz brincou, abraçando-o pela cintura. — Não foi nossa intenção magoá-lo. É que da última vez que o vi você não estava de muito bom humor, pensei que estivesse zangado comigo.

Vê-la desfazer-se de Mário para vir abraçá-lo deixou-o superfeliz e, num gesto súbito de posse, passou-lhe um braço pe­los ombros e puxou-a para junto de si:

— Isso nunca, meu bem. Tomarei conta de você até o dia em que eu morrer.

Beatriz ficou sem palavras. Será que Armando realmente fala­ra a sério? Mas Mário, como sempre, levou tudo na brincadeira:

— Puxa, ia ser um bocado estranho. Isto é, daqui a algum tempo ela vai se casar, e o marido dela pode não gostar da ideia.

— Por acaso está falando em causa própria? — Armando insi­nuou. — Porque, se estiver, já vou avisando que farei o possí­vel para detê-lo.

— Ora, ora, o que há de mal num possível namoro entre eu e Betty? Somos amigos há tantos anos, gostamos um do outro e posso perfeitamente tomar conta dela tão bem quanto vo­cê. Melhor, até. Ela talvez nunca receba uma proposta tão boa quanto a minha.

Chegando à cocheira, Beatriz apanhou a mochila e prendeu-a à sela, sorrindo para Mário:

— É isso que eu mais admiro em você: a modéstia.

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Já montados, os três seguiram pelo caminho que conduzia ao pequeno lago da propriedade. A certa altura, onde a trilha se estreitava, Armando tomou a dianteira, como nos velhos tempos, enquanto Beatriz era a segunda, seguida por Mário. Pela primeira vez ela se deu conta de como os dois realmente sem­pre haviam se preocupado em protegê-la. Sempre a trataram com igualdade nas brincadeiras, mas sem nunca se esquecerem de que era uma garota.


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