Roberto coçou a cabeça, observou o filho e comentou:
— Sabe de uma coisa? Não consigo entendê-lo. Não quer namorá-la, mas avança como cachorro bravo em qualquer um que se aproxime de Betty. Por acaso, não gostaria de rever seu ponto de vista sobre o casamento?
— Claro que não — garantiu, balançando a cabeça numa demonstração de desgosto. — Já disse e repito: não penso em me casar com ninguém no momento. E, mesmo que pensasse, Beatriz não seria a garota ideal.
— E, por acaso, já conhece a garota ideal? Por que não a traz aqui para eu conhecê-la? Só lhe dou um conselho: antes de pedi-la em casamento, certifique-se de que a moça é do tipo que gosta da vida no campo. Moramos um pouco afastados da cidade grande,
— Eu não disse que já tinha alguém em vista. Só disse que não estou a fim de me casar. E, mesmo que estivesse, ela não seria minha primeira escolha. Eu e Betty somos como irmãos.
— É melhor não deixá-la ouvi-lo falar isso de novo!
— Que droga, Roberto Quer, por favor, mudar de assunto? Já disse que não estou pensando em me casar. E, agora, se não tiver mais nada para me dizer, acho que vou respirar um pouco de ar fresco.
Só que Roberto tornou a detê-lo.
— Eu não faria isso, se fosse você. A menos que queira se sentir um intruso.
— Roberto quer se explicar?
Roberto simplesmente apontou em direção à porta do outro lado da sala.
— Talvez você vá interromper alguma coisa.
— Como assim?
— Bem, é que Mário acaba de levá-la lá fora. Betty provavelmente está cansada e quis espairecer um pouco. Vi quando Mário apanhou um drinque, antes de saírem.
Antes que Roberto completasse seu pensamento, Armando já havia cruzado a sala, furioso. Satisfeito, Roberto deu uma gargalhada, que chegou aos ouvidos do filho.
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