Beatriz preferia que o incidente tivesse ficado só entre os três, mas uma roda de convidados já os cercava, atraída pela briga, e ela achou melhor aceitar a oferta de Nicolás.
Tendo-a já de pé a seu lado, Nicolás voltou-se para Armando, com um sorriso:
— Sinto muito pelo incidente, sr. Mendoza, mas tenho certeza de que não haverá maiores conseqüências. Beatriz também sente pelo ocorrido. Se possível, gostaria de encontrá-lo durante a semana para tratarmos de negócios; tenho uma proposta a lhe fazer!
Os três amigos assistiam à cena boquiabertos. Beatriz, porém, quebrou o silêncio:
— Não preciso que você se desculpe por mim, Nicolás Mora, pois, se fosse o caso, eu mesma o teria feito.
Nicolás deu-lhe uns tapinhas carinhosos na mão que ela mantinha em seu braço e disse:
— Ora, meu bem, você está muito abalada. Não seja voluntariosa.
— Betty não é voluntariosa — Armando interrompeu, revoltado com a atitude autoritária de Nicolás. — E sabe perfeitamente falar por si só.
Sua vontade era tirá-la dos braços daquele almofadinha petulante, mas temia a reação que o gesto poderia causar. Não por parte de Nicolás, mas de Beatriz. Então, resolveu apelar para um discurso bem claro:
— E quanto aos negócios, esqueça. Não pretendo em hipótese nenhuma vender a fazenda, não há por que perdermos tempo.
— É uma pena que pense assim, sr. Mendoza, mas estou certo de que encontrarei outra propriedade. A de Júlia, por exemplo.
--------------
Nenhum comentário:
Postar um comentário