E, segurando-a pela cintura com ambas as mãos, ergueu-a do chão até que ficasse da sua altura e a beijou nos lábios com paixão. Em seguida, colocou-a sentada sobre a mureta e a beijou novamente.
Armando cruzou as portas do terraço e, agitadíssimo, olhou primeiro para a direita e, então, para a esquerda. Seu autocontrole estava por um fio; sabia que não deveria ter confiado em Mário. O rapaz transformara-se num conquistador barato e estava visivelmente atraído por Beatriz. Sua esperança era que o amigo tivesse um mínimo de decência e não...
A uma simples visão do casal num canto do terraço, suas esperanças caíram por terra. Furioso, observou melhor a cena. Mário a beijava apaixonadamente, e Beatriz sequer protestava! O ódio o cegava e o impedia de raciocinar direito. Tinha de fazer algo para pôr um fim àquilo. Mário e sua Betty! Que imoralidade!
Sem refletir, cobriu a distância que o separava do casal e, tocando o ombro de Mário, esperou que este se virasse para, então, desferir-lhe um soco violento. O rapaz cambaleou, derrubou uma mesinha e caiu no chão, atordoado.
Antes mesmo de golpeá-lo, Armando ouviu Beatriz gritar apavorada e, segundos depois, via-a ajoelhar-se ao lado do amigo.
— Don Armando Mendoza! — ela gritou. — Você ficou maluco?
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