Gostei deste livro (Sabrina 587), e, numa brincadeira (só para ver como fica!), tomei o atrevimento de... substituir os nomes dos personagens. Assim, quero apresentar aos fãs de Betty e Armando... um mundo de "ROMANCES" que... fizeram parte da formação de tantas gerações! (E... que bom seria saber que ele... está fazendo parte da sua !!!)
Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!
Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)
sábado, 24 de maio de 2014
Ela não era mais uma menina
Apesar do choque da mãe, Beatriz achava a situação divertidíssima. Era a primeira vez que conseguia ser alvo das atenções de Júlia, que normalmente vivia no mundo da lua, mergulhada no universo fantasioso dos romances que escrevia. Quanto a Armando, jamais o vira passar tanta vergonha.
— Claro que pensou, mamãe. — Continuou com a farsa, baixando os olhos. — Afinal, você não é nenhuma garotinha ingênua; já se casou duas vezes!
— Oh, meu Deus! — Júlia murmurou, deixando-se afundar na poltrona ao lado da cama, fingindo desmaiar.
— Veja o que você fez! — respondeu Armando, indo acudi-la.
— O que eu fiz? — Beatriz indagou. — Não fiz nada. Ainda nem me levantei da cama... Como poderia ter feito alguma coisa?
— Não se faça de boba, sabe muito bem do que estou falando. — Passando os braços pelos ombros de Júlia, Armando ajudou-a a erguer-se devagar e apoiou-a contra si. — Venha, Júlia. Vamos tomar uma boa xícara de café forte. Beatriz descerá assim que estiver pronta. Depois, teremos uma conversinha.
— Oh, Armando, você é um amor de menino — Júlia sussurrou, lançando-lhe um olhar langoroso.
— Ora, mamãe, Armando não é mais criança. Acredite em mim: ele já é adulto, em todos os sentidos.
— Betty, pelo amor de Deus, pare com isso! — ele esbravejou. — Não vê que está perturbando sua mãe?
Beatriz deu de ombros, pois sabia que, no íntimo, sua mãe devia estar muito satisfeita com o rumo dos acontecimentos.
— Foi você quem começou tudo isso, Don Armando. Eu estava aqui, dormindo na minha cama; nua, claro, mas com a porta fechada quando você entrou e...
— Ora, cale-se! — ele gritou, já saindo do quarto com Júlia, enquanto Beatriz ria entre os lençóis.
Assim que Armando fechou a porta, ela se espreguiçou deliciosamente. Era bom vê-lo tão inseguro. Quando criança, sempre o tivera como modelo de perfeição e sabedoria, pois parecia sempre seguro de si. Mas, ali, aquela falsa fachada de segurança caíra por terra. Descobrir que ela não era mais uma menina o abalara terrivelmente.
Já que entrara naquele jogo, ia usar de todas as armas para fazê-lo ver e entender que já era uma mulher madura. Estar apaixonada por ele não significava que teria de rolar noites e noites insone na cama; o melhor seria tirar proveito da situação e, com o tempo, Armando acabaria se apaixonando.
Satisfeita, tomou um bom banho de chuveiro e colocou um vestido de algodão florido que comprara em Cartagena. Para combinar, um par de sandálias de couro, sem salto. Depois de pentear os cabelos, passou um pouco de blush e um batom bem claro.
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