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sábado, 24 de maio de 2014

Ela não era mais uma menina


Apesar do choque da mãe, Beatriz achava a situação divertidíssima. Era a primeira vez que conseguia ser alvo das aten­ções de Júlia, que normalmente vivia no mundo da lua, mergulhada no universo fantasioso dos romances que escrevia. Quanto a Armando, jamais o vira passar tanta vergonha.

— Claro que pensou, mamãe. — Continuou com a farsa, bai­xando os olhos. — Afinal, você não é nenhuma garotinha in­gênua; já se casou duas vezes!

— Oh, meu Deus! — Júlia murmurou, deixando-se afundar na poltrona ao lado da cama, fingindo desmaiar.

— Veja o que você fez! — respondeu Armando, indo acudi-la.

— O que eu fiz? — Beatriz indagou. — Não fiz nada. Ainda nem me levantei da cama... Como poderia ter feito alguma coisa?

— Não se faça de boba, sabe muito bem do que estou falan­do. — Passando os braços pelos ombros de Júlia, Armando ajudou-a a erguer-se devagar e apoiou-a contra si. — Venha, Júlia. Vamos tomar uma boa xícara de café forte. Beatriz descerá assim que estiver pronta. Depois, teremos uma conversinha.

— Oh, Armando, você é um amor de menino — Júlia sussur­rou, lançando-lhe um olhar langoroso.

— Ora, mamãe, Armando não é mais criança. Acredite em mim: ele já é adulto, em todos os sentidos.

— Betty, pelo amor de Deus, pare com isso! — ele esbra­vejou. — Não vê que está perturbando sua mãe?

Beatriz deu de ombros, pois sabia que, no íntimo, sua mãe devia estar muito satisfeita com o rumo dos acontecimentos.

— Foi você quem começou tudo isso, Don Armando. Eu estava aqui, dormindo na minha cama; nua, claro, mas com a porta fecha­da quando você entrou e...

— Ora, cale-se! — ele gritou, já saindo do quarto com Júlia, enquanto Beatriz ria entre os lençóis.

Assim que Armando fechou a porta, ela se espreguiçou deliciosa­mente. Era bom vê-lo tão inseguro. Quando criança, sempre o tivera como modelo de perfeição e sabedoria, pois parecia sem­pre seguro de si. Mas, ali, aquela falsa fachada de segurança caíra por terra. Descobrir que ela não era mais uma menina o abalara terrivelmente.

Já que entrara naquele jogo, ia usar de todas as armas para fazê-lo ver e entender que já era uma mulher madura. Estar apaixonada por ele não significava que teria de rolar noites e noites insone na cama; o melhor seria tirar proveito da situação e, com o tempo, Armando acabaria se apaixonando.

Satisfeita, tomou um bom banho de chuveiro e colocou um vestido de algodão florido que comprara em Cartagena. Para com­binar, um par de sandálias de couro, sem salto. Depois de pen­tear os cabelos, passou um pouco de blush e um batom bem claro.


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