Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Já parou para pensar


Armando e Mário, absolutamente pasmos, assistiram à cena sem um comentário. Segundos depois, passado o choque inicial, Mário voltou-se para o amigo:

— O que me diz dessa?

— Nada! Minha vontade é ir lá e acabar com aquele sujeitinho!

— Tenho certeza de que sim, mas seja razoável: a ocasião não é das melhores. Além de estragar os móveis e o smoking, acabaria com a festa. Por que não me deixa pagar-lhe um drin­que? Estou certo de que um bom uísque irlandês cairia bem.

— Nós não temos uísque irlandês e também não cobramos pelas bebidas! — Armando murmurou, enquanto rumavam para o bar disposto perto da porta da cozinha.

Mário respirou fundo, fingindo-se contrariado:

— Bem, neste caso, acho que um escocês serve.

Já servidos, recostaram-se contra o balcão e observaram os casais dançando. Armando logo pousou o olhar na figura delicada de Beatriz sendo guiada por Nicolás. Inconformado, suspi­rou e tomou um gole da bebida.

— Ela está crescendo, Mário — admitiu.

— Já cresceu, meu caro. Betty já é uma mulher adulta.

O humor de Armando começava a melhorar, mas logo se lembrou do motivo da briga que tivera com o amigo.

— Por falar nisso, você não chegou a explicar por que a bei­jou daquele jeito. Ainda estou me controlando para não lhe que­brar a cara.

— Como queira — Mário provocou, num tom amistoso, parecendo divertir-se com a situação. — Eu não cheguei a ex­plicar porque ninguém me pediu explicação.

— Pois estou pedindo agora.

— Bem, para ser franco, estava cumprimentando uma ve­lha amiga, a quem não via há muito tempo, e confesso que me diverti um bocado. Nossa Betty transformou-se numa linda mulher.

— Não fale assim dela! — Armando avisou, esvaziando o copo num só gole, enquanto pedia ao garçom mais uma dose.

— Não seja idiota, meu caro, eu não a forcei a nada. Está­vamos nos divertindo bastante, até que você veio nos inter­romper.

— Não me provoque, Mário; já estou bastante nervoso!

— É, já percebi. E me lembre de lhe mandar uma garrafa de um uísque que preste, isto aqui é uma droga. Mas, diga-me: por acaso já parou para pensar por que o fato de eu tê-la beija­do o desagradou tanto?

Armando tomou mais um trago.

— Ela é como uma irmã para mim, e não gosto de ver nin­guém se aproveitando de Betty.

Mário ergueu uma sobrancelha, e seus olhos azuis brilha­ram, divertidos.

— Como uma irmã, é?

— Sim, como irmã! — respondeu Armando, irritado. Então, caiu em si e pediu: — Ora, Mário, não me obrigue a discutir com você. — Armando não estava disposto a conversar com ninguém so­bre seus sentimentos em relação a Beatriz. — Você parece outro homem, sabia?

Percebendo a mudança de assunto, Mário sorriu:

— Como já disse, as garotas parece que gostam do sotaque e da barba. Ah, Armando, meu velho! Lembra-se de nossos tempos de escola?


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