Ei!, espera aí Isso aqui NÃO é um mangá!

Ei!, espera aí! Isso aqui NÃO é um mangá! Vai começar a ler a nossa estória pelo final? Se você quer lê-la com sentido, clique aqui e vá para o primeiro... "capítulo” (que é do dia 02/04/2014). Depois... é só clicar em "Postagem mais recente" (do lado esquerdo, no rodapé de cada página!) ou... deslizar o dedo (também para a esquerda), como se estivesse virando uma página de um livro!!!).Então!, boa leitura! (e... espero que goste!!!)

sábado, 5 de julho de 2014

Você nunca mais vai duvidar


Ignorando a mágoa estampada nos olhos dele, ela tornou a agredi-lo:

— Eu é que pergunto. Que acordo mais sujo foi este que vo­cês fizeram?

— Mas do que você está falando, meu bem?

— Leia este papel e, quem sabe, ele lhe refresque a memória.

Armando logo reconheceu a escritura:

— É a escritura da propriedade de sua mãe. E daí?

— E dai? Você conseguiu me enganar direitinho, caí feito boba na sua conversa. E dizer que cheguei a pensar que você realmente me amasse!

Visivelmente confuso, Armando puxou-a para um canto da sala e, obrigando-a a fitá-lo, disse, num tom calmo e controlado:

— Betty, diga logo o que está pensando, sim? Não sei aonde está querendo chegar com essas indiretas. Eu te amo, e não vou permitir que nada atrapalhe nosso casamento.

Beatriz olhou-o, desconfiada, mas resolveu se abrir:

— Mamãe me disse que prometeu lhe dar a escritura de pre­sente no dia do nosso casamento. Para ser sincera, acho que você realmente me ama, mas fico triste em saber que a escritu­ra o ajudou a tomar uma decisão.

— Beatriz Pinzón, como é que você tem coragem de me acusar de algo tão vil? Como pôde pensar isso de mim? Isso é coisa do meu pai. — E, bastante sério, confessou: — Eu te amo, Betty, mas o orgulho e o medo de perder minha liber­dade impediam-me de ver isso. Só o tempo fez com que eu caísse em mim e reconhecesse esta verdade. Eu jamais me casaria pa­ra herdar suas terras.

O coração de Beatriz encheu-se de esperança.

— É verdade que você me ama?

Abraçando-a pela cintura, Armando apertou-a contra si e garantiu:

— O casamento começa dentro de cinco minutos, mocinha, mas antes que o dia termine terei bastante tempo para provar-Ihe quanto a amo. E garanto que você nunca mais vai duvidar dos meus sentimentos!

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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Claro que vai, seu idiota!


Beatriz pensou que fosse desmaiar. Então... então Armando ia se casar com ela só para anexar a propriedade à fazenda? Aquilo passara dos limites!

Primeiro foi uma dor forte no peito, que quase lhe escureceu a vista. Porém a mágoa logo cedeu lugar ao ódio e ao orgulho ferido. Como ele ousava tratá-la daquela forma? Pois Armando não perdia por esperar!

Decidida, rumou para a porta da sacristia.

— Beatriz! Onde você vai? O casamento já vai começar!

— Vou conversar com Armando!

— Mas, querida, dá azar a noiva ver o noivo antes da cerimônia.

— Mais azar do que eu já tenho? Aliás, onde está a escritura?

— Aqui na minha bolsa — disse Júlia, enquanto a procu­rava. — Não precisa entregá-la antes, querida; por que não es­pera até voltarmos para casa?

— Não. Quero entregá-la já!

Os homens ocupavam uma pequena saleta no fundo do cor­redor e, ao vê-la entrar, Armando abriu um sorriso largo:

— Querida, você está linda! Nunca pensei que ficasse tão bem vestida de noiva. Nunca vou esquecer este dia!

Quando ele tentou segurar-lhe o braço, Beatriz esquivou-se com uma fisionomia de desagrado:

— Claro que vai, seu idiota!

— Beatriz, o que houve?


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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Escritura? Que escritura?


O dia do casamento chegou. As duas semanas haviam passa­do voando. Beatriz e Júlia cuidaram de todos os detalhes e ainda tiraram um dia para ir a Cartagena comprar o vestido.

A melhor colega de Beatriz dos tempos de escola ia ser a dama de honra, e sua avó viera de Boston especialmente para a ocasião, para desgosto de Júlia.

Na sacristia, Júlia ajudava Beatriz a ajeitar o vestido:

— Quem poderia imaginar que sua avó viria para o casamen­to? — disse, referindo-se à primeira sogra. — Se eu soubesse que ela ia aceitar, não teria feito o convite.

Mas Beatriz estava tão feliz que nem dava ouvidos às re­clamações da mãe. Dali a meia hora, ia se tornar a Sra. Mendoza. Era bom demais para ser verdade e, no fundo, temia que algo de errado acontecesse para estragar sua felicidade. Porém, balançando a cabeça, procurou acalmar-se, afastando aquele medo sem fundamento.

— Ora, mamãe, não reclame. Foi muita gentileza dela ter viajado tantas horas.

— Exatamente por isso é que ela não deveria ter vindo.

— Não exagere; ela não é tão chata assim.

— Você diz isso porque vai viajar daqui a algumas horas, enquanto eu terei que aturá-la sabe Deus por quantos dias ainda!

— Faça como você fez com Nicolás: passe o dia inteiro tran­cada no escritório, e ela acaba indo embora.

— Então você percebeu a minha tática? Cheguei a pensar que nunca nos livraríamos dele! — Então, levou a mão à testa: — Meu Deus, com tantos afazeres, esqueci-me de entregar a escritura a Armando!

— Escritura? Que escritura?

— Você não sabe? Prometi entregar nossa propriedade de presente a Armando no dia em que vocês sé casassem.

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